O Desportivo de Chaves desceu à II Liga portuguesa de futebol após três temporadas consecutivas no principal escalão, numa época em que falhou os objetivos propostos e viu confirmada a despromoção na última jornada.

No arranque da época 2018/19, a ambição dos flavienses passava por garantir rapidamente a permanência e lutar pela primeira metade da tabela, mas a equipa caiu à nona jornada nos lugares de descida, que já não deixou até final – à exceção da ronda 32.

Com Daniel Ramos, ex-Marítimo, nas taças, a época parecia prometedora, com a presença inédita na fase de grupos da Taça da Liga e o avançar até aos oitavos de final na Taça de Portugal, mas no campeonato, uma série de sete jogos sem vencer, com seis derrotas (série que duraria até oito derrotas consecutivas) motivou a saída de Daniel Ramos ao final da 12.ª jornada, em 09 de dezembro de 2018.

Com o sucessor Tiago Fernandes, treinador ex-sub-23 do Sporting, o conjunto de Chaves caiu nas duas taças e em 12 partidas no campeonato, somou três vitórias e cinco empates, o que motivou nova ‘chicotada psicológica’ e a chegada de José Mota ao comando técnico.

O experiente treinador, que ao serviço do Desportivo de Chaves atingiu os 400 jogos na I Liga, a 12 de abril, frente ao Belenenses (2-2), fez com que os flavienses ainda recuperassem na classificação, fruto de três vitórias e dois empates em nove jogos, mas a ‘salvação’ já não foi possível.

Centenas de adeptos protestaram contra jogadores do Chaves após a descida

À chegada do autocarro da equipa ao estádio, após o encontro em Tondela que determinou a despromoção, os ânimos exaltaram-se com o elevar do tom de críticas dos adeptos e a tentativa de alguns em ‘tirar satisfações’ aos jogadores.

A situação foi controlada com intervenção da Polícia de Segurança Pública (PSP) de Chaves, com o apoio de elementos de Vila Real, afastando os adeptos mais exaltados e permitindo aos jogadores saírem em segurança das imediações do estádio nas suas viaturas.

O técnico José Mota foi o último a sair das instalações com a sua equipa técnica, e deslocou-se junto dos adeptos, acabando por receber aplausos e pedidos para permanecer e devolver o clube à I Liga.

Entre críticas aos jogadores e à estrutura, os adeptos ainda aplaudiram o investidor e presidente honorário do emblema de Trás-os-Montes, Francisco Carvalho.

Acidente no regresso

Na viagem de regresso, o autocarro que transportou a equipa flaviense sofreu um acidente de viação, com um veículo ligeiro, no IP3 quando seguia em direção a Viseu, sem causar feridos mas obrigando à intervenção da Brigada de Trânsito da Guarda Nacional Republicana (GNR) e atrasando o regresso a Chaves.

Diogo Caldas

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