Numa altura em que o Instituto Auditivo, em Chaves, festeja o seu aniversário, Alberto Queirós aborda as problemáticas associadas à perda da audição, bem como as respostas da medicina e tecnologia para fazer face a esta problemática, acreditando que presentemente “as pessoas com dificuldades auditivas possam comunicar novamente, sem limitações”.

Há 17 anos a trabalhar na área da saúde auditiva, quais as principais mudanças ao longo destes últimos anos?

Alberto Queirós: Cada vez mais a população em geral tem uma maior consciencialização para os problemas auditivos, tem noção da sua importância na socialização, no ganho de autonomia, no poder comunicar com os seus entes queridos à distância e na melhoria substancial na sua qualidade de vida.
Por outro lado, com os sucessivos avanços tecnológicos, os aparelhos auditivos são mais discretos e com melhor qualidade. Não há muitos anos, eram os utilizadores dos aparelhos auditivos que se tinham que adaptar às próteses, hoje em dia, são os aparelhos que se adaptam às necessidades dos seus utilizadores.

Quais os principais sintomas, e a forma de os detetar, da perca gradual da audição?

Geralmente, a perda de audição é um processo gradual e nem sempre, quem sofre desse problema, se apercebe dessa realidade. São geralmente os familiares e amigos que começam a verificar os primeiros sintomas: o som da televisão mais alto e dificuldades em manter uma conversa com vários interlocutores. Até que o problema se torna mais visível, quando tem que se falar mais alto para se conseguir manter um diálogo e a mensagem que se pretende transmitir por vezes é deturpada originando conflitos.

Em que medida a perda gradual da audição pode contribuir para uma menor qualidade de vida?

Numa fase mais avançada da perda de audição, as pessoas poderão ter a tendência de se afastar e de evitar o contacto com as outras, desconfiança generalizada e aumento dos níveis de stress.

Em certos casos até perdem a autonomia, sendo necessário o acompanhamento de um outro interlocutor, numa simples deslocação, por exemplo, ao banco ou aos CTT.

Pequenas e banais tarefas, para quem tem dificuldades auditivas, podem assumir uma dificuldade de grandes dimensões que nem sempre são compreendidas por todos. De forma a promover um convívio saudável é de extrema importância estimular e preservar a nossa capacidade auditiva.

Quais os serviços que oferece aos clientes?

Acreditamos num mundo onde as pessoas com dificuldades auditivas possam comunicar novamente, sem limitações graças à avançada tecnologia. Temos ao dispor uma grande variedade de gamas de próteses auditivas que se adaptam a praticamente a todas as perdas de audição.

Estando a empresa sediada numa cidade do interior, ao nível dos serviços e respostas aos problemas dos clientes, está ao mesmo nível dos grandes centros nacionais?

Hoje em dia, com a globalização, um aparelho auditivo da mesma marca e modelo, pode ser aplicado em Chaves, Lisboa, Paris, Nova Iorque ou Rio de Janeiro, uma vez que o software de programação é o mesmo.
Por esse motivo não é necessária a desolação aos grandes centros urbanos, uma vez que pode usufruir da mesma tecnologia mais perto de casa, ficando assim as afinações e manutenções mais simples de agendar.

A finalizar, como tem visto esta pandemia da COVID-19?

Estou convencido de que se tivermos em consideração e praticarmos as orientações da DGS e da OMS, gradualmente as populações voltarão às suas rotinas e hábitos.

Penso que o primeiro impacto já foi assimilado, agora é aceitarmos a nova realidade e termos o poder de adaptação, nunca descurando os cuidados de prevenção de contágio.

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