Recentemente alguma imprensa inglesa avançou com a afirmação, atribuída à Organização Mundial de Saúde (OMS), de que as notas de dinheiro e, por analogia, os jornais em papel seriam transmissores do novo Coronavírus. A OMS veio agora desmentir esta informação.

Num comunicado divulgado na terça-feira, dia 24, a porta-voz da OMS, Fadela Chaib, afirmou que as palavras do órgão que representa foram mal interpretadas, pois nunca foi dito que o dinheiro “era um veículo de transmissão do novo Coronavírus”. O que aconteceu foi que ao perguntarem se o dinheiro poderia ser transmissor da COVID-19, a OMS respondeu que as pessoas deviam lavar as mãos após o seu manuseamento. No entanto, estas palavras foram ditas no sentido de uma boa prática de higiene e não por poder transmitir o vírus. Uma prática que deve ser adotada após o manuseamento de qualquer objeto.

A Associação Portuguesa de Imprensa (API) afirmou esta quinta-feira, dia 26, em nota enviada aos seus associados, que não houve ainda nenhum registo de contaminação provocado pelo contacto com jornais e revistas em papel, acrescentando que “a única coisa felizmente ‘contagiosa’ nesse bom hábito é a propagação de informação rigorosa e credível, ao contrário de muita da que circula nas redes sociais, que não tem a garantia de um sério tratamento jornalístico”.

Assim, a API recomenda ao público que continue a comprar e a ler jornais e revistas, em papel ou online, bem como recomenda que as pessoas sigam as recomendações das autoridades de Saúde, designadamente a lavagem das mãos, de forma frequente e minuciosa.

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