Cinco meses depois voltou-se a ouvir a fórmula do Juramento de Bandeira no Regimento de Infantaria nº19 (RI19). O coronel de infantaria João Carlos Caldeira lembra que é preciso “estar permanentemente focado” e que agora nada pode ser dado como adquirido.

O responsável referia-se às alterações provocadas pela covid-19 e à nova realidade instalada em todo o mundo. O comandante do RI19 considera que atualmente os desafios “à liderança são superiores” e que exigem mais atenção não só entre os militares, mas também no meio civil.

“As circunstâncias onde nos movimentamos estão diferentes, ou seja, temos de estar focados permanentemente e cada vez mais. E essa tem sido a minha técnica e dos meus militares. É exigente, mas não há outra maneira”, sustentou João Carlos Caldeira.

Doze soldados recrutas do 5º Curso de Formação Geral Comum de Praças do Exército juraram, na sexta-feira, dia 24, perante o estandarte nacional, lealdade e compromisso ao país, defendendo-o com a sua própria vida, se necessário. O comandante do RI19 elogiou o espírito voluntário e disponível das gerações atuais.

“Esta geração atual é melhor que a nossa porque a nossa geração foi ao serviço militar de forma compelida e esta juventude não. Esta juventude é voluntária o que para mim é um fator motivacional extraordinário, é gente que está disponível (…) e os que ficam são aqueles em que devemos focalizar toda a nossa atenção, porque são aqueles que, ultrapassando todas as barreiras, vivendo num meio diferente daquele que é o seu meio habitual e familiar, conseguem afirmar-se na constância dos seus valores e do amor ao serviço público. Neste caso em concreto, ao serviço ao amor por Portugal, ao Exército e às Forças Armadas”, sublinhou.

Esta foi a primeira iniciativa do género organizada no RI19 depois do aparecimento da covid-19, que obrigou ao fim das cerimónias realizadas fora do quartel e que pretendiam aproximar os militares dos habitantes da região. O último Juramento de Bandeira aconteceu a 21 de fevereiro em Alijó. Em dois anos foram organizados 12 Juramentos de Bandeira em 12 concelhos diferentes.

O Juramento de Bandeira em Chaves foi presidido pelo brigadeiro-general João Carlos Magalhães, estreante no cargo – a tomada de posse havia sido realizada na terça-feira – e por isso a primeira cerimónia pública que dirigiu como comandante da Brigada de Intervenção.

De acordo com o responsável, o RI19 é a “unidade por excelência de formação na Brigada de Intervenção”, passando por esta instituição centenas de soldados recrutas por ano. Na última formação participaram 90 soldados recrutas, que foram divididos pelas diversas unidades para evitar o contágio pelo novo coronavírus.

“Nós não podemos parar. Começamos a saber como é que nos deveríamos proteger, como é que deveríamos atuar, como é que nos deveríamos relacionar e falar uns com os outros e, portanto, tentamos adotar medidas de proteção para que pudéssemos ministrar a instrução da forma mais segura possível”, sublinhou João Carlos Magalhães, que considera “escassos” os soldados recrutas alistados.

No Juramento de Bandeira, o soldado recruta Filipe Gomes foi distinguido com um diploma por ter sido o melhor classificado na instrução básica, com 17,70 valores.

A assistir a cerimónia estiveram 24 familiares dos soldados recrutas. O próximo Juramento de Bandeira está previsto acontecer a 28 de agosto.

Desde segunda-feira, dia 20, que ingressaram 17 novos recrutas no Curso de Formação Geral Comum de Praças do Exército do RI19.

Cátia Portela

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