Cerca de 40 utentes da Santa Casa da Misericórdia de Chaves participaram no passeio/convívio anual de idosos da instituição, na passada sexta-feira, ao santuário de Nossa Senhora da Lapa, em Sernancelhe, um centro de peregrinação com mais de 500 anos.     

Inserido no Plano de Atividades elaborado e implementado pelos técnicos de animação sociocultural, de modo a contribuir para a estimulação de um processo de envelhecimento sadio e potenciar a integração social, proporcionando a interação entre os utentes de todos os equipamentos sociais da instituição.

Para além dos utentes residentes nas diversas estruturas residenciais, a atividade dirigida também aos utentes que frequentam os centros de dia da instituição contemplou diversas atividades, sendo que a primeira paragem do grupo, para reforço do pequeno-almoço decorreu em Várzea da Serra, Tarouca, com contato privilegiado com a natureza.

Desde atividades de desenvolvimento pessoal, com uma forte componente de espiritualidade e religiosidade e que este ano incidiu na visita ao Santuário de Nossa Senhora da Lapa, onde para além de momentos de oração, com a recitação do santo rosário, acompanhada com cânticos e à viola, os utentes experienciaram também a passagem na gruta, onde apareceu a imagem da Senhora da Lapa, ou seja, o Santuário guarda na capela-mor o rochedo milagroso com a imagem da Senhora da Lapa, de dimensão particularmente estreita e íngreme. Um espaço que segundo reza a tradição, todos passam, exceto quem tiver pecado grave.

Próximo do santuário, o almoço partilhado decorreu no Parque das Celebrações.

Contato com saberes e artesanato regionais e memórias antigas

Como ferramenta de enriquecimento cultural, o convívio anual contemplou ainda atividades socioculturais, de destacar a visita à Casa da Ribeira, em Viseu, um espaço dedicado aos saberes e artesanato regionais. Ali, o grupo teve contato com a presença de antigos moinhos, barcas da ribeira e lagar de azeite que permitiram recordar os labores das lavadeiras, tradições e memórias antigas.

Sob o lema: “Diz-me o que vestes e dir-te-ei quem és”, a exposição “Aspetos do nosso Trajar” transportou o grupo de idosos para um espaço temporal entre finais do séc. XIX e o fim da Primeira Grande Guerra, onde foi possível observar diferentes formas de vestir, de homens e mulheres, desde as mais íntimas, às mais quotidianas e até mesmo cerimoniais. Uma exposição que arrancou muitos sorrisos aos utentes da Misericórdia de Chaves.

 De acordo com os promotores da iniciativa, cuja finalidade é sobretudo promover o convívio, a equipa de animação sociocultural, refere os vários benefícios deste tipo de ações, “mudança de estado de humor, combate a sentimentos de isolamento, melhor integração na vida comunitária e o contato com novas experiências e novas descobertas”.

Antes do regresso, o Parque do Fontelo, em Viseu, ficou quase totalmente ocupado com os seniores flavienses que usufruíram ainda de um lanche partilhado.

Sandra Gonçalves

 

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