População de Ribeira de Pena poderá organizar uma manifestação caso a saúde continue a ser "esquecida" no concelho

“A pior crise que está a acontecer em Ribeira de Pena é a dos médicos” e, caso não haja uma “resolução rápida” nos próximos dias, o autarca Agostinho Pinto garante que os ribeirapenenses vão “reagir” e “manifestar o seu descontentamento”. Para o presidente da Câmara, a contratação de 50 horas de cuidados médicos não é suficiente. “Se essas horas fossem servidas por dois médicos era capaz de chegar, agora pelos vistos é só por um clínico e os médicos também têm direito a adoecer”, explica. Com uma rede viária deficitária dentro do concelho, o Centro de Saúde de Ribeira de Pena conta com apenas um médico e a sua extensão com dois. “Para funcionar minimamente, tem de ter forçosamente três médicos”, garante Agostinho Pinto.

Além disso, o centro operacional da construção das barragens ficará instalado na vila e, quando iniciar a actividade, vai concentrar cerca de 3000 trabalhadores. “O Centro de Saúde precisará de mais capacidade de resposta”, alerta Agostinho Pinto. Para dar resposta a situações de emergência, o mesmo reforço terá de ser feito nas forças de segurança, conclui. A falta de candidatos para se instalar no concelho é um dos motivos que estará na origem do problema. Contudo, o autarca ribeirapenense sublinha que “deve haver poucas câmaras a dar aos médicos o que dava Ribeira Pena, nomeadamente [apoios financeiros à]habitação, internet, telefone…”. E continua disposta a fazê-lo.

Já no que respeita ao apoio à terceira idade, o concelho possui duas valências sociais – a Santa Casa da Misericórdia de Ribeira de Pena e de Cerva –, que “dão resposta a muitas situações, mas têm uma lista de espera muito grande”. Já foi apresentada uma candidatura para a ampliação do Hospital de Cuidados Continuados, actualmente com 19 camas. “Estamos à espera de resposta”.

Sandra Pereira

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