Infraestrutura terá um investimento de 318 mil euros e será a “porta de entrada” para o turismo em toda a região.

O novo posto de turismo faz parte do plano estratégico para o desenvolvimento do Alto Tâmega (CIMAT), realizado pela Comunidade Intermunicipal em consonância com os seis municípios que integram o território (Boticas, Chaves, Montalegre, Ribeira de Pena, Valpaços e Vila Pouca de Aguiar), e que visa “atrair cada vez mais pessoas para a região”.

“Nós sabemos que o turismo é uma peça muito relevante a nível nacional e, apesar de já desenvolvermos atividades nessa área no passado, hoje é uma competência da Comunidade Intermunicipal no âmbito da descentralização”, disse o primeiro secretário executivo da CIMAT, Ramiro Gonçalves, na quarta-feira, dia 10, ao jornal A Voz de Chaves.

Segundo Ramiro Gonçalves, cerca de 240 mil turistas escolhem o Alto Tâmega para pernoitar e o tempo de permanência no território é em média de 1,4 noites. Neste contexto, o responsável adianta que estão a ser realizadas várias atividades, em simultâneo, que permitirão aumentar os dias de estadia dos turistas na região, sendo uma delas a capacitação dos atores.

“Cada vez mais somos procurados por turistas que obrigam a ter uma maior qualidade do serviço prestado. Nesta área, estamos a capacitar os nossos agentes através da oferta de cursos superiores profissionais, num protocolo que existe entre a Comunidade Intermunicipal e o IPB, nas temáticas do turismo, termalismo, restauração e gastronomia”, sublinhou o dirigente.

Por outro lado, é necessário haver “produto turístico” e a consciencialização por parte dos autarcas dos municípios do Alto Tâmega de que é preciso trabalharem em conjunto.

“Todos os municípios têm pontos de atração turística, mas por si só não garantem que as pessoas permaneçam mais tempo no território. E o grande desafio é criar produtos compostos e temáticos que envolvam os vários municípios e que levem o turista, entre por que município entrar, a visitar esse município e os restantes municípios. Se isso acontecer a estadia média do turista vai aumentar”, referiu Ramiro Gonçalves.
Neste sentido, a promoção é outro elemento fundamental na estratégia para o desenvolvimento do Alto Tâmega e que se firmam sobretudo em conteúdos digitais, como é o caso da divulgação de fotografias do território em 360 graus, a implementação nos principais pontos de interesse de “Códigos QR” com informação relevante e “roteiros digitais”, entre outros. Na opinião do primeiro secretário executivo da CIMAT, a não existência de um posto de turismo supramunicipal era uma lacuna no Alto Tâmega.

As obras para a construção do novo posto de turismo, que se irá localizar na zona das Caldas, em Chaves, foram adjudicadas no início deste mês à empresa aguiarense H3R, com um custo de 318 mil euros, que será complementada com vários equipamentos. As obras estão previstas arrancarem “nos próximos meses” e que terminem “antes do próximo verão”.

Com este projeto Ramiro Gonçalves acredita que através deste equipamento seja possível que os turistas que querem receber informação de forma presencial encontrem neste espaço, “agradável, bem desenhado e apelativo do território”, todas as ofertas turísticas do território.

“É uma obra dos seis municípios, onde cada município contribuiu de igual forma. Espera-se que este projeto seja um elemento agregador de todo o território e um elemento que consiga distribuir os turistas pelo território”, frisou o primeiro secretário executivo da CIMAT.

O edifício “é praticamente autossustentável”, destacando-se na sua construção o vidro e a madeira e resultou de um concurso de ideias que a Comunidade Intermunicipal lançou há mais de um ano. Prevê-se que funcione, durante os meses de verão, sete dias por semana e 12 horas por dia. No interior do edifício os turistas terão à disposição vários equipamentos multimédia, ecrãs para visualização de imagens, espaço de provas, com zonas de contemplação sobre os principais elementos da região e outras informações relevantes.

Cátia Portela

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