Maria Luísa Borges, comerciante: “Há pessoas que querem que a ponte abra ao trânsito porque dizem que a freguesia da Madalena morreu muito desde que se cortou o trânsito. Mas as outras pessoas que agora põem as esplanadas cá fora não devem querer. Temos de ver os prós e os contras. Portanto, é bom para as pessoas que circulam e que têm negócios na Madalena, como, por exemplo, o infantário, lojas. Acho que estas iriam ficar mais bem servidas havendo trânsito na ponte. Sendo uma saída, ou seja, os carros circularem de Santa Maria Maior em direção à Madalena. Para mim está tudo bem. O mais importante é que todas as pessoas fiquem a beneficiar com essa mudança. Já trabalhei na Madalena e a freguesia era muito movimentada naquela altura. Depois a Madalena morreu. Acho que o trânsito agora levaria mais gente até lá. As pessoas que quiserem ir daqui para Espanha não precisariam de dar a volta tão grande que dão. E acho que devia então ser no sentido de Santa Maria Maior para a Madalena porque assim as pessoas ao sair da cidade já paravam por lá para comprar”.

E relativamente às ruas do centro histórico? Concorda que continuem abertas ao trânsito ou deveriam ser pedonais?

“Eu acho que devem continuar abertas ao trânsito. Quando decidiram limitar o trânsito na Rua Direita acho que esta foi muito penalizada. Mesmo passando de carro as pessoas veem as montras. A pé só indo mesmo de propósito e já com o intuito de comprar. Por exemplo, a Rua do Olival tem trânsito e é considerada uma das melhores ruas da cidade”.

Flávio Carvalho, taxista: “Eu já estou habituado a que a ponte esteja fechada. Se abrir tudo bem, se continuar fechada, tudo bem na mesma. A Madalena está morta. Quando a ponte tinha os dois sentidos, a freguesia funcionava bem. Agora só com um sentido… Se for para entrar na cidade, passam simplesmente por lá para vir para aqui com o carro. Se for a sair, já vão daqui com as compras, e por isso não sei se melhorará alguma coisa. Se levassem para lá um posto dos CTT aí já melhorava muito a Madalena. Quando tiraram de lá o balcão da Caixa de Crédito Agrícola isso estragou um bocado a vida à freguesia. Só o trânsito na ponte não iria resolver grande coisa”.

E relativamente às ruas do centro histórico? Concorda que continuem abertas ao trânsito ou deveriam ser pedonais?

“Gente cada vez há menos, e carros cada vez há mais. Acho que estão a por a cidade intransitável. Está a ficar bonita, mas está a ficar intransitável. Acho que essas ruas ficam bem abertas ao trânsito automóvel porque faz falta movimento. Os velhotes morrem e os novos não nascem. A minha mãe, por exemplo, teve nove filhos e só teve nove netos. As pessoas são cada vez menos”.

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