Um mês depois, 15 soldados recruta do 6º Curso de Formação Geral Comum de Praças do Exército juraram bandeira no Regimento de Infantaria nº19 (RI19). Cerimónia foi acompanhada pelos familiares.

Por gosto, por tradição da família ou meramente pela experiência, estes 15 novos soldados decidiram candidatar-se ao Exército e ao longo de várias semanas prepararam-se de forma afincada para poderem provar ao seu país de que estão aptos para defender a pátria.

“Este é sempre um dia emocionante porque estes soldados recruta passaram a fazer parte dos soldados de Portugal, depois de cumprirem um período de formação intenso durante estas últimas cinco semanas”, disse o brigadeiro-general João Carlos Magalhães que presidiu ao Juramento de Bandeira na sexta-feira, dia 21.

O comandante do RI19, João Carlos Caldeira, conta que no dia anterior ao Juramento de Bandeira é organizada uma sessão de formação onde são apresentadas todas as bandeiras que fazem parte da história de Portugal, bem como o hino e o estandarte nacional. Este momento, explica o mesmo responsável, serve de reflexão para o ato que os soldados recruta vão praticar no dia seguinte.

Estes militares, provenientes dos distritos de Braga, Bragança, Porto e Vila Real, vão agora receber formação complementar ao longo de sete semanas, onde se irão especializar, e posteriormente serão distribuídos pelas várias unidades do exército.

Na cerimónia foi ainda atribuído ao soldado Artur Teixeira um certificado de mérito por ter obtido a melhor classificação da formação, com 18,21 valores.

A assistir à cerimónia estiveram 30 familiares dos jovens soldados, um número que teve de ser reduzido para evitar a propagação do novo coronavírus. No entanto, o brigadeiro-general João Carlos Magalhães considera que “faz todo o sentido” estarem presentes no “momento alto” da sua formação.

Este é o segundo Juramento de Bandeira realizado no Exército após o surgimento da covid-19, o primeiro aconteceu a 24 de julho no RI19. Voltar ao quartel foi para o coronel de infantaria João Carlos Caldeira, “um regresso às origens”, uma situação que “não deixa de ser também desafiante uma vez que havia práticas que perdemos e que agora estamos de novo a ganhar”.

Apesar da mudança, o responsável admite que a sua intenção é voltar ao contacto com os habitantes de cada município. Antes do aparecimento da pandemia, o RI19 realizou, no último ano e meio, 12 Juramentos de Bandeira em 12 municípios diferentes.

 

Cátia Portela

 

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