O formato curta metragem, desde o declínio e abandono da sua exploração comercial, foi sendo utilizado por artistas e por jovens realizadores como laboratório de ensaio e experimentação. Em Portugal, encontramos neste momento, para lá do cinema financiado pelos programas do ICA, uma comunidade extremamente activa a fazer curtas independentes.

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Nunca em Portugal houve tantas pessoas com capacidade e motivação para o audiovisual. O aparecimento de câmaras digitais de excelente qualidade a preços reduzidos por um lado e a quantidade de cursos universitários nesta área por outro, faz com que haja grande massa crítica e muita mão de obra especializada com vontade de produzir e de mostrar trabalho.

E é para mostrar o que se tem feito que se organiza esta mostra. Iremos exibir nove curtas (mais uma) de géneros diferentes, com meios de produção diferentes, mas todas com um ponto em comum: são curtas auto financiadas ou feitas a custo zero.

Mas desengane-se quem pensar que o baixo custo é sinónimo de baixa qualidade. Pelo contrário, a fasquia é alta, tanto a nível estético como narrativo e representa visões diferentes e, na sua generalidade, até antagónicas daquilo a que se convencionou chamar o “cinema português”.

Nestas curtas, a par de ilustres desconhecidos, também vai poder ver estrelas como Ivo Canelas, Filipe Duarte, Ana Bustorff, Afonso Pimentel e até Sam The Kid, entre outras caras bem conhecidas.

Anote a data, é no dia 16 de Agosto, 21h30.

 

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