A Festa da Literatura regressa entre os dias 14 e 17 deste mês à cidade de Chaves para mais sessões de leitura, debates, exposições e espetáculos musicais. Pilar Del Rio irá marcar presença nesta terceira edição para falar sobre a vida e obra do nobel José Saramago.

A programação cultural, apresentada pelo Clube dos Amigos do Livro de Chaves da Universidade Sénior, que organiza o certame, inclui ainda a visita de escritores aos três agrupamentos escolares, ao estabelecimento prisional, ao Regimento de Infantaria nº19, à Escola Profissional e ao Centro de Formação, entre outros espaços.

À festa literária associa-se também a arte com várias exposições de escultura e pintura, na Universidade Sénior. No dia 14, quarta-feira, dia da abertura do certame, será inaugurada, às 17h, uma exposição de escultura do transmontano Paulo Duarte e uma exposição coletiva de pintura dos flavienses Aloíso, Carneiro Rodrigues, Eurico Borges, Mário Lino, Nuno Duque e Paulo Fontinha. As exposições estarão patentes ao público até ao final deste mês.

“As obras são todas inspiradas em José Saramago. Por isso penso que iremos ter algumas surpresas. Segundo sei os artistas estão mesmo muito inspirados”, avançou na terça-feira, dia 6, Dulce Claro, responsável pelo Núcleo de Artes da Universidade Sénior, na apresentação do programa à comunicação social.

O evento literário terá 15 mesas de trabalho das quais farão parte escritores, artistas, e académicos da região.
Entre os convidados, destaque para a espanhola Pilar Del Rio, numa sessão de debate, no dia 15, intitulada “Testemunho de Vidas Cruzadas”, com intervenções de Maria Graciete Besse. A obra do escritor José Saramago será também alvo de reflexão assim como a vida do Nobel da Literatura, que completa este ano duas décadas desde a sua entrega.

O Clube dos Amigos do Livro de Chaves irá promover uma visita ao Museu de Arte Contemporânea Nadir Afonso, no dia 17, a partir das 10h, numa evocação da figura do mestre Nadir Afonso, que completa no próximo ano cem anos do seu nascimento. Ao longo do certame haverá igualmente apresentações de livros na biblioteca de Chaves.
“A nossa expectativa é que assistam a esta FLIC 3 (Festa da Literatura de Chaves) perto de 1500 pessoas”, adiantou Ernesto Areias, coorganizador do evento e diretor da Universidade Sénior. “É um programa cheio, diverso e vamos por Chaves na rota da literatura com vários escritores”, acrescentou.

No último dia da FLIC, dia 17, será apresentada a Revista VIA XVII, uma compilação de artigos culturais relativos à literatura e a todas as formas de expressão artística. A revista é apresentada às 14h45 por José Leon Machado e Ernesto Areias.

O certame literário arranca na quarta-feira, dia 14, às 16h30, no Salão Nobre da Universidade Sénior.
Na opinião de Manuela Rainho, coordenadora do projeto, o festival tem vindo a crescer “passo a passo” e a adesão do público “tem vindo a aumentar gradualmente”.

“Qualquer evento deste género demora cinco a dez anos a implantar-se e isso tem de ser feito precisamente assim, passo a passo, não pode ser feito do pé para a mão”.

Para a professora a cultura “ainda continua a ser o patinho feio”. A responsável lamenta que a FLIC continue a não ser apoiada pelo município flaviense a nível financeiro.

“A cultura é aquilo que enriquece as pessoas, que cria espírito crítico, que cria massa crítica e isso é muito importante nas sociedades”, sublinhou.

No âmbito da FLIC, a Universidade Sénior organiza esta sexta, sábado e domingo, dias 9, 10 e 11, uma visita pedagógica a Mafra, Lisboa e Sintra, locais relacionados com a obra de José Saramago.

Cátia Portela

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