A Folgança Galaica está de regresso ao Castro de Curalha para um fim de semana, dias 27 e 28, de folia e muita animação na companhia dos povos galaico-romanos que habitaram estas terras há milhares de anos.

Na festança não faltará o já tradicional, e tão acarinhado, pão de bolota, banquetes castrejos, música, exposições de armas, desfiles, demonstrações das atividades galaico-romanas, jogos populares e muita animação. A iniciativa contará com cerca de 30 figurantes.

“O trabalho tem sido bastante, mas tem valido a pena. Estamos mais bem preparados e espero que este ano seja muito melhor do que nas outras edições”, disse o presidente da Castrum – Associação de Desenvolvimento Local de Curalha, Diamantino Maia, na apresentação do evento, na segunda-feira passada, dia 15.

A Folgança Galaica pretende valorizar e preservar a história da freguesia de Curalha, assim como o seu património natural, atraindo até à localidade o maior número de visitantes.

“Este castro diz muito ao povo de Curalha e é também um elemento que atrai pessoas das redondezas. Foi aqui que nasceu este povo e, portanto, eu creio que devemos homenageá-lo, assim como a sua população”, referiu o responsável.

O evento arranca no sábado à tarde, pelas 14h, com um desfile, que parte do cimo do Castro de Curalha até ao novo recinto da festa, onde será criado, de acordo com Diamantino Maia, o “futuro parque temático galaico-romano único no norte de Portugal”.

A viagem ao passado contará com a atuação dos grupos de gaiteiros, haverá bailados galaicos, iniciativa que contará com a participação das gentes de Curalha, será encenado o sacrifício de uma cabra e o seu corpo oferecido ao Deus Larouco e, depois disso, será servida a revigorante queimada galaica. No domingo será organizada uma caminhada, com os participantes trajados à época, haverá jogos populares e diversas atividades, encerrando às 18h.

“Teremos também um casal de lobos e várias aves de rapina. E apresentaremos a típica cozinha galaica e aquilo que se comeria na época”, revelou Fernando Borges, vice-presidente da Castrum, que é também um dos responsáveis por estudar este período histórico e trazer à tona alguns dos pormenores das civilizações castrejas.


“Mais de 90 por cento da história destes povos só se conhece daquilo que os romanos escreveram. O que existe é muito pouco e depois existe pouca gente a fazer figuração nesta área. Mas vamos tentar ser verdadeiros naquilo que sabemos”, sublinhou o número dois da associação.

O presidente da Junta de Freguesia de Curalha, Alfredo Gaspar, também marcou presença na apresentação da Folgança Galaica, assim como Paula Chaves, vereadora da autarquia flaviense, que fez questão de lembrar que o município está sempre disponível para apoiar todas as manifestações no âmbito da cultura local.

“É com muito agrado que a Câmara de Chaves marca presença neste evento. Felicito a organização pela terceira edição da iniciativa, neste sítio emblemático, que é o Castro de Curalha. O programa é vasto e vai ser engraçado recuar no tempo e percorrer estes caminhos”, destacou a dirigente.

Na edição anterior a iniciativa contou com 2500 pessoas. Este ano a organização espera conseguir, pelo menos, manter esse número de visitantes.

A Folgança Galaica é organizada pela Castrum em parceria com a Junta de Freguesia de Curalha e Câmara de Chaves.

Cátia Portela

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