O município de Chaves assinou na terça-feira, dia 11, o contrato programa com os Bombeiros Voluntários de Salvação Pública que visa apoiar financeiramente a corporação.

Na cerimónia de assinatura do contrato o presidente da Câmara de Chaves elogiou o trabalho desempenhado pelos Bombeiros Voluntários de Salvação Pública (BVSP) e garantiu que a intenção do município é “criar condições de estabilidade financeira” para que os bombeiros consigam continuar a prestar socorro e a proteger a população e os seus bens.

O apoio destina-se a comparticipar as despesas com as ações de prevenção e de limpeza das ruas do concelho no âmbito da pandemia da covid-19, assim como na compra de equipamento individual, no valor de 7500 euros. A Câmara de Chaves atribui ainda mais de 34 mil euros às Equipas Permanentes de Intervenção de cada corporação e financia as equipas que integram o DECIR, entregando 10€ por dia a cada bombeiro.

A autarquia já tinha assinado na semana passada os contratos programa com as associações humanitárias dos Bombeiros Voluntários de Vidago e dos Bombeiros Voluntários Flavienses. No total, a Câmara de Chaves vai entregar cerca de 265 mil euros às três corporações do concelho, um aumento de 28% comparativamente ao ano passado.

Apesar deste aumento, Nuno Vaz considera que o apoio aos bombeiros é sempre insuficiente tendo em conta as necessidades e as exigências existentes.

Além do “compromisso muito sério” entre a autarquia e os soldados da paz, Nuno Vaz quer que a comunidade e as empresas se envolvam mais na causa dos bombeiros.

“Se nós tivermos uma comunidade que crescentemente valorize aquilo que é o papel dos nossos bombeiros será mais fácil percecionarem o seu trabalho e encontrar recursos operacionais, ao nível das instalações e também de recursos humanos. Que este processo de cooperação entre município e associação humanitária se estenda à nossa comunidade, porque quantos mais laços sólidos tivermos com as nossas entidades que fazem parte deste ecossistema municipal certamente que teremos um trabalho mais capaz e sobretudo mais compreendido”, salientou o autarca.

Alcino Rodrigues, presidente da Associação Humanitária dos BVSP, reconheceu o “esforço, o interesse e o respeito” da Câmara de Chaves pelos bombeiros e lamentou a falta de recursos humanos que a curto prazo poderá comprometer a atividade operacional em algumas corporações.

O comandante dos BVSP agradeceu à autarquia, mas sobretudo aos seus bombeiros “que têm dado todo o seu esforço”.

“Nós estamos no município, no distrito e onde for preciso”, sublinhou José Carlos Silva.
A autarquia comprometeu-se ainda a fazer o pagamento até ao final deste mês, ficando apenas de fora o valor referente às equipas do DECIR. O valor em falta será pago depois de terminar o dispositivo, a 30 de setembro.

Cátia Portela

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