A uma semana de completar um mês à frente da direção do Agrupamento de Escolas Fernão de Magalhães, Mário Alves Carneiro revela que um dos seus objetivos passa por voltar a colocar “o agrupamento no sítio devido”. Requalificar a escola de Vidago é outra das ambições do novo diretor.

Mário Alves Carneiro contou ao jornal A Voz de Chaves que não estava nos seus planos regressar ao cargo de diretor duas décadas depois por considerar que a função deveria ser desempenhada por “colegas mais novos”. Porém, devido à experiência que possui, não só como docente de português há mais de 40 anos naquele estabelecimento de ensino, como em outras entidades, decidiu candidatar-se.

Mário Alves Carneiro adiantou que é seu objetivo dar continuidade ao trabalho desenvolvido pela anterior direção e colocar em prática “à medida que for possível” o “projeto de intervenção” com o qual se candidatou ao cargo.

Relativamente às obras que estão a decorrer na Escola Fernão de Magalhães, o dirigente do agrupamento considera que as mesmas “passaram por algumas vicissitudes que eram desnecessárias”, nomeadamente os vários atrasos na entrega da candidatura para a realização das obras. Refira-se que este processo foi iniciado pelo anterior executivo municipal e finalizado pelo atual.

Sobre a requalificação do edifício, o professor de português considera que “se as obras fossem seguidas com mais cuidado, podia-se ter aproveitado melhor as verbas disponíveis”. Neste contexto, do pacote de obras, cujo orçamento ronda o meio milhão de euros, consta a substituição de todos os telhados do liceu, a requalificação do sistema de escoamento das águas pluviais, a intervenção nas salas laboratoriais e melhorias no anfiteatro.

No entender do professor, a substituição do telhado do pavilhão não era uma prioridade, uma vez que já tinha sido substituído recentemente, e a construção de um espaço coberto junto ao campo de basquetebol também era desnecessária. “Essas verbas poderiam ter sido canalizadas para aquilo que nós já em outros tempos defendemos que é a criação de uma sala de convívio para os alunos”, sublinhou. As obras tiveram início em maio do ano passado e a sua conclusão está prevista para o mês de junho.

O novo diretor pretende também fazer melhorias na Escola Básica de Vidago, nomeadamente ao nível do telhado, confirmando ou não a presença de amianto na estrutura, e do abastecimento de água.

Para os próximos quatro anos, Mário Alves Carneiro pretende partilhar a sua larga experiência e conhecimento e “recolocar o agrupamento no sítio devido”.
“Espero que o agrupamento possa readquirir aquilo que sempre teve, mas que muitas vezes não é reconhecido como achamos que deve ser, que se acabe com a ideia de que a Fernão Magalhães vai fechar… isto serve apenas para desviar os alunos da Fernão Magalhães. E sem querer entrar em rankings, os nossos alunos têm tido sempre bons resultados e têm entrado nas universidades nas suas primeiras opções. E isso para nós é que é uma satisfação, de que os nossos alunos conseguem atingir os seus objetivos”, concluiu.

A votação ocorreu no dia 27 de novembro e a lista encabeçada por Mário Alves Carneiro obteve 13 votos, num total de 16. A tomada de posse da nova direção aconteceu no dia 17 de dezembro e da lista fazem parte José Alfredo Faustino, como subdiretor, e Rui Marques, Dora Joana Serra e Susana Freire Santos como adjuntos.

O Agrupamento de Escolas Fernão de Magalhães é frequentado por quase mil alunos de todos os anos de ensino.

Cátia Portela

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