Uma homenagem junto ao Largo dos Combatentes assinalou, na cidade de Chaves, o centenário do Armistício da Primeira Guerra Mundial. Na cerimónia, realizada segunda-feira, dia 12, participaram entidades do Núcleo de Chaves da Liga dos Combatentes, da Câmara de Chaves e militares do RI19.

Com o objetivo de celebrar a paz e de honrar a memória dos cem mil portugueses que combateram na Primeira Guerra Mundial (1914 a 1918) e dos mais de 7500 que morreram no conflito, entre eles alguns transmontanos, o Núcleo de Chaves da Liga dos Combatentes e o Regimento de Infantaria nº19 (RI19), na presença do executivo municipal, colocaram uma coroa de flores junto ao Monumento do Largo dos Combatentes – Rotunda do Monumento – e outra no Cemitério de Chaves.

No encontro, foi lida a mensagem do presidente da Liga dos Combatentes, Joaquim Chito Rodrigues, que lembrou a importância da Paz, um bem que “qualquer humano aspira, de viver com dignidade, segurança, bem-estar e qualidade de vida”.

A entrada de Portugal na Primeira Guerra Mundial provocou “um enorme flagelo social”, porque desse conflito, além dos que sucumbiram, surgiram “milhares de inválidos, que foram abandonados à sua sorte. Por esse motivo nasceu a Liga dos Combatentes, já lá vão mais de 97 anos”, começou por dizer o presidente do Núcleo de Chaves da Liga dos Combatentes.

Na sua intervenção, António Mascarenhas garantiu que a Liga dos Combatentes continua a cumprir a sua ação social, através dos vários centros de apoio médico espalhados pelo país, existindo, inclusive, um na cidade de Chaves. Por fim, o responsável agradeceu pela presença de todos os flavienses neste dia de homenagem e de divulgação de “valores”.

A cerimónia foi embelezada com a atuação do Coro Infanto-Juvenil do Agrupamento de Escolas Dr. Júlio Martins, responsável pela interpretação de três temas, entre eles o hino nacional e o hino da Liga dos Combatentes.

A celebração terminou na sede do Teatro Experimental Flaviense com um porto de honra.
No mesmo dia, o filme “Soldado Milhões” foi exibido para a comunidade escolar e também para a população em geral. Já no dia 6 de dezembro, será apresentada a Revista Cultural Aquae Flaviae, na biblioteca, que terá várias páginas dedicadas à Primeira Guerra Mundial assim como a transcrição de um diário de um combatente flaviense. Simultaneamente, será inaugurada uma exposição sobre o armistício que estará patente ao público, no mesmo local, entre os dias 6 e 14 de dezembro.

O Dia do Armistício aconteceu no dia 11 de novembro de 1918 e permitiu criar as condições necessárias para por termo à Primeira Guerra Mundial, iniciada quatro anos antes. O documento estabelecia um pré-acordo de paz entre os Aliados e a Alemanha e foi assinado em Compiègne, em França.

Cátia Portela

 

 

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