O presidente da Câmara de Valpaços, Amílcar Almeida, alertou para “o perigo” na Estrada Nacional 213 (EN213) onde se acumulam nevoeiro e fumo denso proveniente de uma fábrica, que estarão na origem de vários acidentes que têm ocorrido naquela via.

A tomada de posição do presidente da Câmara de Valpaços surgiu depois de um choque em cadeia que ocorreu às 9h, envolvendo três automóveis e um pesado e que provocou quatro feridos ligeiros.

Amílcar Almeida falou numa “parede de fumo e nevoeiro” que normalmente surge entre as 06h e as 10h da manhã e que “compromete indiscutivelmente a visibilidade, a segurança e o tráfego rodoviário”.

O autarca disse que o problema se tem vindo a intensificar e quis alertar para o “perigo instalado” naquela estrada porque, segundo salientou, o município não obteve qualquer resposta aos ofícios que tem enviado para diversas entidades, como a Infraestruturas de Portugal (IP), a Comissão de Coordenação e Desenvolvimento

Regional do Norte (CCDRN), a Autoridade Nacional de Segurança Rodoviária, a Agência Portuguesa do Ambiente e a Direção Regional de Economia.

“No troço da EN213 e da variante à EN213 são sucessivos os dias em que ocorrem acidentes. Sabemos que se encontra a laborar nesse espaço, em Eixes, uma indústria de extração de óleo de azeitona e também sabemos que esse troço está sujeito a nevoeiros densos e, portanto, há uma mistura do nevoeiro com os fumos provenientes dessa fábrica”, explicou.

Amílcar Almeida fala em “variados acidentes”, dos quais “não resultaram, até ao momento, mortes” e frisou que a autarquia tem efetuado vários alertas junto das entidades competentes e reivindicado a “adoção de medidas urgentes com o intuito de evitar situações graves e dramáticas como as que têm sucedido”.

Apesar de se tratar de um troço de estrada que sai fora da competência da Câmara de Valpaços e de uma indústria cujo licenciamento o município também é alheio, o autarca realça que “não estamos contra a indústria. Estão em causa postos de trabalho, Mas queremos que seja feito algo no sentido de minimizar o prejuízo que tem vindo a acontecer. Tem de ser feito algo e antes de resultarem mortes”.

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