A Administração Regional de Saúde do Norte está preocupada com o surgimento de novos surtos de infeção na zona norte, devido à crescente movimentação de pessoas no país, e com a possível propagação do novo coronavírus junto de utentes dos lares. Já o autarca de Boticas lembra dificuldades na remarcação das consultas nos centros de saúde.

O presidente da Câmara de Boticas, Fernando Queiroga, participou na sexta-feira passada, dia 10 de julho, em mais uma reunião, por videoconferência, com a Administração Regional de Saúde do Norte (ARS Norte), em representação da Comunidade Intermunicipal do Alto Tâmega (CIMAT), onde foi feito um ponto de situação referente à evolução da pandemia de Covid-19 na região Norte.

O encontro permitiu à ARS Norte demonstrar a sua preocupação relativamente ao surgimento de pequenos surtos de infeção dispersos na zona Norte, em alguns casos, devido à crescente movimentação de pessoas no país.

O Serviço de Estrangeiros e Fronteiras (SEF) irá realizar ações de sensibilização nas fronteiras, a fim de sensibilizar todos aqueles que chegam a Portugal para o cumprimento das normas estabelecidas pela Direção-Geral da Saúde no âmbito da pandemia, como o uso obrigatório de máscara, higienização frequente das mãos e etiqueta respiratória e distanciamento social. São também de evitar os ajuntamentos, principalmente em zonas de grande afluência de pessoas (cafés e esplanadas), de forma a prevenir possíveis focos de infeção.

A ARS Norte revelou-se também bastante preocupada com as visitas dos familiares dos utentes dos lares de terceira idade, uma vez que os idosos integram o grupo de risco e são mais vulneráveis ao contágio por Covid-19.

O presidente da Câmara de Boticas relembrou as dificuldades sentidas pelas populações na reposição das consultas médicas desmarcadas por causa da pandemia, bem como a falta de coordenação e capacidade de resposta dos Centros de Saúde para conseguirem regularizar os atendimentos.

“Os doentes estão a sentir muitas complicações para serem atendidos pelos seus médicos de família e, atendendo a este facto, é fundamental que haja um reforço de clínicos nos Centros de Saúde, sobretudo nas regiões do interior do país, onde há mais dificuldades em remarcar as consultas”, disse Fernando Queiroga.

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