A Câmara de Valpaços disponibilizou, recentemente, dois desfibrilhadores em equipamentos desportivos municipais para assegurar uma resposta rápida em situações de paragem cardiorrespiratória, anunciou o município.

Os Desfibrilhadores Automáticos Externos (DAE) foram instalados no Complexo Desportivo, que engloba o estádio e as piscinas, e no Pavilhão Gimnodesportivo. Paralelamente, a autarquia adianta, que 11 funcionários municipais tiveram formação específica, em Suporte Básico de Vida e Desfibrilhação Automática Externa, estando “aptos para assegurar uma resposta rápida em situações de paragem cardiorrespiratória”.

A autarquia justifica esta aposta “uma vez que as estatísticas nacionais indicam que as doenças cerebrovasculares e cardiovasculares são a causa de morte mais frequente em Portugal, com uma percentagem superior a 30 por cento”.

A maior parte dos episódios de morte súbita cardíaca resulta da ocorrência de arritmias malignas, nomeadamente de fibrilação ventricular. Em Portugal estima-se que existam todos os anos 10 mil casos de morte súbita cardíaca, o que corresponde a uma média de 27 casos por dia.

Os equipamentos DAE estão em cabines especialmente preparadas para o efeito e devidamente sinalizadas, refere a Câmara de Valpaços.

De salientar que o equipamento ainda não é obrigatório por lei, em recintos desportivos com lotação inferior a cinco mil pessoas, mas a autarquia considera um elemento importante para segurança dos utilizadores dos equipamentos, além de se tratar de uma mais-valia para a certificação de clubes desportivos como entidade formadora, perante os critérios definidos pela Federação Portuguesa de Futebol.

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