O presidente da autarquia flaviense andou, na quarta-feira, dia 7, no Mercado Municipal de Chaves a sensibilizar produtores e consumidores para a adoção de comportamentos mais amigos do ambiente. Um “Mercado mais verde” é o nome da campanha aprovada pelo Fundo Ambiental.

A substituição de sacos de plástico por sacos reutilizáveis foi uma das questões abordadas por Nuno Vaz, presidente da Câmara de Chaves, junto dos comerciantes e compradores no Mercado Local de Produtores.

“Neste momento o planeta já está a consumir recursos que não tem e por isso mesmo queremos sensibilizar as pessoas para a sustentabilidade do planeta, nomeadamente para a redução do uso de plásticos” e para o combate ao desperdício alimentar, referiu o autarca que durante a ação, na quarta-feira, entregou vários sacos reutilizáveis e panfletos informativos.

Para combater o desperdício de alimentos resultantes da feira semanal, a autarquia criou a “banca do cabaz social”. Este espaço é destinado à recolha dos alimentos hortícolas sobrantes, e que os produtores não querem vender, para posteriormente serem entregues a instituições de solidariedade do concelho. Os produtos em pior estado de conservação serão utilizados como matéria biodegradável e fertilizante.

Para além desta medida amiga do ambiente, o Mercado Municipal de Chaves foi alvo de várias obras de melhoramento que permitem dar mais conforto e segurança aos cerca de 180 produtores e aos milhares de consumidores que por lá passam todas as quartas-feiras. A infraestrutura foi melhorada ao nível do gradeamento e cobertura, das instalações sanitárias e da imagem e meios informativos.

Nuno Vaz considera que é importante valorizar o trabalho desenvolvido pelos produtores que ajudam a alavancar a economia local e também regional.

“Nós queremos que haja uma proximidade maior entre os produtores e os consumidores. Estes produtos que aqui são vendidos são produtos genuínos, singulares e produzidos com carinho, e em muitos casos produzidos sem químicos (…) Nós entendemos que é cada vez mais importante que no nosso território este espaço seja um ponto de contacto, de comércio e de vida”, sublinhou o dirigente.

As obras no mercado tiveram um investimento que ronda os 155 mil euros. Já a implementação da campanha ambiental custou mais de 50 mil euros.

Estas ações contam com a participação da Associação de Desenvolvimento do Alto Tâmega (ADRAT) como entidade gestora da candidatura ao programa LEADER, medida de Apoio ao Desenvolvimento Rural.

“Cada vez damos mais importância aos pequenos produtores que fazem mexer a economia local. Este mercado insere-se na nossa política estratégica de promoção dos produtos locais e de oportunidade para os pequenos produtores fazerem o comércio desses produtos, sem intermediários, vendendo diretamente ao consumidor. Neste sentido ganham mais dinheiro e permitem ao consumidor adquirir produtos com mais qualidade”, explicou o secretário geral da ADRAT, António Montalvão Machado.

A campanha de sensibilização ambiental contou com a presença dos vereadores da Câmara de Chaves Vítor Santos e Paula Chaves.

Cátia Portela

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