Termina, na 5.ª feira, a segunda mobilidade do intercâmbio cultural entre Montalegre e San Sperate (Itália), resultante de uma candidatura efectuada pelo Ecomuseu de Barroso. Dias intensos de forte troca de experiências culturais, que fazem deste projecto uma aposta totalmente ganha.

Continua a decorrer em bom ritmo a presença de artistas do Barroso em Itália. Uma estadia fértil em cultura. Com efeito, os artesãos de Vilar de Perdizes presentes no “paese” de San Sperate, Itália, abriram as portas do espaço ao qual chamam casa desde o passado 22 de Setembro. Trata-se de uma residência que pertence à associação italiana No Arte Paseo Museo San Sperate e que tem como finalidade acolher artistas de todo o mundo para intercâmbios culturais. O espaço transparece arte tal como a pacata vila de San Sperate. São visíveis na maior parte das ruas murais produzidos por habitantes, artistas ou forasteiros que quiseram deixar a sua marca utilizando os mais diversos materiais, técnicas e espaços.

 

Povo hospitaleiro

 

Segundo Fátima Crespo, uma das participantes nesta mobilidade, «esta é uma gente que se assemelha em muito ao nosso povo barrosão». A hospitalidade e a amabilidade são características comuns e ninguém se admira ao ser abordado na rua por um dos habitantes que faz questão de dar a conhecer a sua casa, família e trabalhos.

Foi nesta linha de pensamento que os artistas do Barroso foram recebidos pelo precursor deste movimento artístico que revolucionou esta vila acerca de 40 anos: Pinuccio Sciola. A sua casa encontra-se sempre de portas abertas. Neste espaço podemos encontrar trabalhos em pedra que vão desde pequenas esculturas, a pedras que “cantam””. Amavelmente, este artista de renome, mostra como é possível tocar belas melodias através de pedras previamente trabalhadas por ele. Na vila, nos locais mais inesperados, surge uma escultura de Pinuccio, como se tivesse nascido ali.

 

Escola Internacional de Escultura

 

É na escola internacional de escultura de Pinuccio que se encontra um dos artesãos de Vilar de Perdizes. Uma vez que a temática desta mobilidade é a “Sinfonia da Pedra”, o escultor José Adriano está a produzir diversos trabalhos neste material, nomeadamente o brasão de San Sperate.

Os dias deste grupo são preenchidos não só pelas oficinas de escultura, cozinha, música tradicional e o contacto com os inúmeros artistas que trabalham e vivem nesta pequena vila (desde escultores, pintores, ceramistas, até escritores que para aqui vêm beber inspiração para os seus romances) mas também por visitas a museus e espaços culturais espalhados pela ilha, onde é possível interagir com um povo com particularidades tão agradáveis que fazem desta mobilidade um êxito.

 

Redacção

 

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