Em tempo de pandemia, devido à COVID-19, muitas são as alterações no nosso dia a dia, que visam a proteção da saúde, mormente evitar a propagação do vírus. Tornar a prestação de serviços e da saúde em condições de máxima segurança são medidas levadas muito a sério na Arranz Clínica.

Dr. Mariano Arranz, com clínicas de odontologia em Chaves, Xinzo, Allariz e Ourense, em Espanha, aborda a forma como está a enfrentar a reabertura das suas clínicas, após encerramento imposto, bem como as medidas adotadas contra a COVID-19.

Com a atual situação de pandemia, como é o dia adia nas suas clínicas?

Dr. Mariano Arranz: Pedimos a todos os nossos pacientes que tenham um pouco de paciência! Após esse intervalo de encerramento obrigatório, acumulamos serviços, não conseguimos dar uma resposta tão rápida quanto pretenderíamos.

Acresce, também, que as medidas de segurança adotadas tornam o processo mais moroso, mas necessário, pois, acima de tudo, está a segurança dos colaboradores e pacientes. Aos poucos vamos entrando na normalidade, pois sabemos que isso deve acontecer mais cedo ou mais tarde.

Quais as principais medidas de segurança que está a adotar nas suas clínicas?

A segurança é, certamente, uma das nossas preocupações fundamentais. Sabemos que esta doença tem um período de incubação entre dez e catorze dias. É por isso que todos os funcionários que trabalham nas clínicas de Arranz são testados regularmente, a cada dez dias. Dessa maneira, podemos inspirar confiança e segurança aos nossos pacientes. Isso é algo que consideramos primordial.

Além disso, modificámos os protocolos de ação e investimos em purificadores de ar, além de filtros para aspiradores e compressores de saliva; também em pessoal externo para a desinfeção com produtos viricidas aprovados pela CE em todas as nossas instalações. Muito trabalho e planeamento.

Isso significa que os pacientes terão que esperar mais tempo pela consulta?

Sim. Neste momento, e até que a normalidade seja reposta, as marcações das consultas são previamente marcadas por telefone, planeando as marcações de hora em hora, para garantir que as salas de espera não estejam superlotadas. Também há tempo para desinfetar superfícies e ar entre cada consulta, além dos equipamentos e utensílios já tradicionais. Isso o paciente não vê e, em algumas ocasiões, pode parecer que demorou demais e a espera deve ser explicada, embora, em geral, a grande maioria dos nossos pacientes esteja plenamente consciente da existência e importância desses procedimentos.

Com as despesas realizadas nestas medidas de segurança, tal situação tornou as consultas e os procedimentos mais caros?

Não. Claro que não. O investimento nessas máquinas foi feito por minha própria decisão. Ninguém me forçou a fazê-lo, nenhum corpo, embora eu pense que não seria supérfluo legislar a esse respeito. Fi-lo com a ideia clara de que isso não deve afetar o paciente.

O bom senso diz-me para proteger os meus pacientes e funcionários antes de qualquer coisa. Pratico em Xinzo, Allariz, Orense e Chaves há mais de vinte anos e, embora seja errado dizer isso, hoje acredito que o relacionamento que temos com os nossos pacientes não se trata apenas de eficiência e amor por um trabalho bem-feito, mas de confiança mútua.

Não compartilharei essas despesas com ninguém, considero-as ferramentas de trabalho que fornecem segurança e tornam o dia menos stressante. Além disso, profissionalmente, essa segurança permite que intervenções sejam realizadas sem medo e, no final, isso traduz-se num atendimento melhor e mais rápido aos meus pacientes.

Devo acrescentar, embora pareça modesto, que acho que tive visão e alguns dizem sorte. Quando tudo isso começou, observei o comportamento em Itália e, como tal, antes do confinamento, comprei material suficiente para reabrir, o que me permitiu não precisar fazer pedidos e, portanto, não estar sujeito ao desejo especulativo de empresas com a lei da oferta e da procura.

Isso em parte ajuda-me a manter os custos baixos e não aumentar os preços. A única coisa que não tive em excesso em alguns momentos foram luvas e máscaras, porque as doei quando necessário para o uso de outros profissionais de outros setores da saúde que na época faltavam e precisavam de forma dramática.

Neste momento, como é que vê o futuro da sua profissão?

De momento, como já referi, preocupa-nos a lentidão da prestação dos serviços dada a necessidade dos protocolos de segurança, no entanto necessários, dado o momento em que vivemos, protegendo assim tanto a saúde dos nossos pacientes como dos nossos funcionários. Como referi, esperemos que seja breve este período.

Não fora a situação provocada pela pandemia, estamos num bom momento tecnológico, pois, graças aos avanços da anestesia, o tratamento é muito mais humano, porque conseguimos passar completamente pela dor.

Na verdade, estamos na idade dourada da odontologia, devido a estes avanços tecnológicos, como, por exemplo, a capacidade de realizar cirurgias quase como se fosse uma laparoscopia, ou as impressões digitais sem recorrer a alginatos e silicones, e tudo assistido por um computador.

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