Ainda sem objectivos definidos – os responsáveis da SAD do Desportivo de Chaves têm obrigação de já ter aprendido que o sucesso está mais próximo quando a aposta é feita em bons treinadores e bons jogadores -, mas é do senso comum que o Desportivo será sempre considerado um candidato aos primeiros lugares na II Liga do futebol profissional português.

Sem querer “chover mais no molhado”, é verdade que, à semelhança das épocas em que não houve treinadores “fortes”, que conseguiram manter o grupo afastado de influências nefastas, mais uma vez vai ser necessário proceder a uma renovação do plantel, tantos foram os “corpos estranhos” que integraram o último plantel, a não ser que os objectivos sejam mesmo ter uma equipa para lutar pela manutenção…

Conforme A VOZ DE CHAVES teve oportunidade de informar os seus leitores, serão muitas as alterações a introduzir no plantel para a nova época, até porque o treinador contratado (Carlos Pinto) gosta de ter a responsabilidade das escolhas dos jogadores, até porque será ele a receber os (poucos) louros em caso de sucesso, mas será sempre ele o principal responsável pelo eventual insucesso, que, em Chaves, costuma, infelizmente, ser “conhecido” geralmente em Setembro ou Outubro, com repetição, por vezes, nos primeiros meses do ano civil seguinte!…

Sabendo-se que a próxima época vai ser ainda mais penosa para a maioria dos Clubes, face às consequências do flagelo que nos vem martirizando a todos, parece-nos que a SAD flaviense tem condições para voltar aos saudosos anos de sucesso, estabelecendo uma estratégia certa e atempada, de molde a iniciar a época com o plantel praticamente completo, evitando assim fazer uma pré-época com jogadores da equipa satélite, prejudicando e de que maneira, a natural evolução das duas equipas, como foi claro e notório nesta última época.

Assim e tendo em consideração que para além dos 7 jogadores que estavam na condição de emprestados – Igor, Jean Filipe, David Luís, Gamboa, Bernardo Martins, João Correia e Fatai -, há os 8 que terminaram a ligação contratual – Ricardo Nunes, Ricardo Moura, Simão, Hugo Basto, Babanco, Diego Galo, Jefferson, Wagner e Platiny -, perfazendo um total de 15 jogadores, indicia desde logo que, mesmo que fiquem todos os que têm contrato, o que não está garantido, – Samu, Rafael Viegas, Maras (deve continuar em Espanha, originando uma boa receita para o orçamento), Kevin Medina (deve sair, engrossando a mesma receita), Calasan, José Gomes, Raphael Guzzo, João Teixeira, Benny, Niltinho e André Luís, haverá necessidade de contratar muita gente, embora haja oito jogadores da equipa satélite – João Paredes, João Batxi, Marlon Rangel, Kevin Pina, Mika, Faissal, Sangaré, Carlos David e Tanko -, que poderão ser tidos em conta, tudo dependendo do tipo de aposta que a SAD queira fazer em relação a uma e a outra equipa, que no caso da última, pode vir a ter também uma época importante, face à criação da futura III Liga do futebol português, que terá o seu arranque na época de 2021/2022.

Por último e não menos importante, há o caso dos “capitães”, que eram inicialmente 5 e que saíram todos – Jefferson, Ricardo Nunes, Diego Galo, Maras e Costinha (estes dois últimos substituídos, quando necessário), não continuando nenhum na próxima época. Claro que a tarefa de um bom “capitão” em qualquer equipa é muito importante, sobretudo na ligação do grupo com o treinador e na “gestão” do balneário, o que implica mais uma situação a ter em conta, já que um forte “capitão” ajuda muito a tornar mais forte o grupo de trabalho, sendo normalmente a principal referência do mesmo.

Guarda-redes Ricardo Moura renovou

Entretanto, o guarda-redes Ricardo Moura, de 31 anos, renovou por mais uma época, após ter realizado na temporada passada sete partidas oficiais.

Carlos Veras

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