Escultura do mestre Francisco Simões foi inaugurada a 8 de Agosto e simboliza as vitórias sucessivas de Boticas.

Depois da inauguração da exposição “Musas” de Nadir Afonso, Boticas aplaudiu a “Anja Vitória” no Largo da Igreja de Nossa Senhora da Livração, cujas obras de remodelação já foram concluídas. Da autoria do escultor Francisco Simões, que já esculpiu a estátua de Miguel Torga, a “Anja” de pedra esverdeada simboliza as vitórias de Boticas.

Para o presidente da Câmara de Boticas, esta obra do “maior expoente contemporâneo da escultura portuguesa” significa que o município “tem agora um conjunto de equipamentos que ombreia com o melhor que existe no Interior Norte”. No discurso da inauguração, Fernando Campos sublinhou querer dar provas que a cultura “não é só para alguns, não é algo que ninguém percebe”. “Aqui, no interior profundo de Portugal, é possível inaugurar o melhor que há na cultura portuguesa e até internacional. (…) Vamos conseguir ser uma referência cultural”, reforçou. “Sabemos que a vitória não é total, mas transformamos dificuldades em oportunidades”, garantiu o autarca perante os botiquenses, acompanhado do Governador Civil de Vila Real, Alexandre Chaves.

Já o Mestre Francisco Simões explicou a simbologia da “Anja Vitória”. “Para mim, os anjos personificam sempre algo de belo, de eterno. Por isso, não faz sentido que seja masculino porque o que é belo é feminino. O que há de mais belo no mundo é a mulher! A escultura é, por isso, um tributo à beleza e à mulher”, referiu o também autor da estátua do escritor e poeta transmontano Miguel Torga, que adorna os jardins nas margens do Ribeiro do Fontão. Mas não é tudo. “A Anja é também uma vitória, simbolizando os ganhos sucessivos de Boticas. Quem vem de fora, espanta-se porque Boticas é bonita, com estas montanhas, esta verdura, estes riachos, casas graníticas, não há atentados arquitectónicos… Há também as vitórias que o presidente da Câmara tem conseguido ao obter apoios para realizar, embelezar e trazer cultura a Boticas”, concluiu o artista de Almada. Não sendo transmontano, Francisco Simões é  confrade da carne barrosã e vê Boticas como “uma espécie de segunda terra”.

Sandra Pereira

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