Entre os dias 12 e 14 de janeiro, o concelho de Boticas recebeu a Feira Gastronómica do Porco. O certame vai já na vigésima edição e segundo a organização “foi um sucesso”. Gastronomia, fumeiro, artesanato, chegas de bois e muita música e animação foram os “ingredientes” ao longo dos três dias.

A Câmara Municipal de Boticas organizou mais uma edição da Feira Gastronómica do Porco, que foi um verdadeiro “sucesso”. Este é um dos grandes eventos gastronómicos da região, onde a qualidade dos produtos fala por si.

Durante os três dias, 12, 13 e 14 de janeiro, milhares de pessoas estiveram no Pavilhão Multiusos para apreciar os sabores da gastronomia botiquense, superando assim as expectativas da organização do evento, que na sua inauguração contou com a presença do Secretário de Estado das Florestas e do Desenvolvimento Rural, Engº Miguel Freitas.

O certame vai já na XX edição e, desde o início que um dos principais objectivos é promover a gastronomia do concelho, e com isto impulsionar o desenvolvimento da economia local.
Assim como nas anteriores, esta edição contou com 40 stands de exposição e venda de fumeiro, 40 toneladas deste produto, e com cerca de 70 mil visitantes. De tudo isto resulta um volume de negócios a rondar o meio milhão de euros.

O sucesso das edições anteriores contribuiu para a valorização e divulgação do mundo rural barrosão e dos seus produtos de qualidade.
Em relação aos preços praticados, quer na venda de fumeiro, quer os preços praticados nos restaurantes presentes no recinto da feira, ou nas “Tasquinhas”, foram tabelados e exactamente iguais aos da última edição do certame.

Para além dos quatro restaurantes instalados no recinto da Feira, este ano, numa zona renovada do pavilhão, foi possível encontrar as tasquinhas nas quais os visitantes puderam encontrar os pratos típicos da região em pequenas quantidades de forma a poderem petiscar.
Para o presidente da autarquia botiquense, Fernando Queiroga, está vigésima edição da Feira Gastronómica do Porco “foi um sucesso, mais uma vez”. E ser a primeira feira do fumeiro a realizar-se na região “acresce a responsabilidade. As pessoas ficam satisfeitas e depois vêm também às outras feiras, por isso temos de dar uma boa imagem”, frisou.

Esta “é uma feira que tem vindo a crescer de ano para ano, quer em número de visitantes, quer em quantidade e em rigor na qualidade dos produtos. Esta edição foi um sucesso nas vendas, e os nossos produtores ficaram satisfeitos”, garantiu o autarca.
Fernando Queiroga acredita que “só temos a ganhar com a realização deste tipo de eventos na região, mas sempre em rede”, acrescentando que “nunca vimos esta feira como uma competição. É uma feira diferente, nem melhor nem pior do que as outras, é a nossa feira, que promove um concelho e uma região. Nós autarcas da região, temos muito trabalho pela frente, que é promover uma região, a região do Alto-Tâmega e os seus seis concelhos. Somos todos um só, trabalhamos todos para atrair gente a esta região, porque só um concelho já é pouco para absorver tanta gente nestes eventos. É assim que encaramos e devemos encarar estas iniciativas”, concluiu.

Na animação, o destaque foi para o programa da TVI “Somos Portugal”, pelo sexto ano consecutivo com emissão em direto de Boticas, do Largo de Nossa Senhora da Livração.
Também não faltaram as famosas e tradicionais “Chegas de Bois”, e muita animação com grupos tradicionais no Pavilhão Multiusos ao longo do fim de semana, assim como artesanato e gastronomia.
Alguns dos restaurantes do concelho de Boticas também se associaram à feira, incluindo nas suas ementas pratos à base da carne do porco.
A Feira Gastronómica do Porco é organizada pela Câmara Municipal de Botica, há 20 anos consecutivos. Para o próximo ano a autarquia promete desde já uma nova edição.

A importância do Mundo Rural

Miguel Freitas, Secretário de Estado das Florestas e do Desenvolvimento Rural

O Secretário de Estado das Florestas e do Desenvolvimento Rural, Eng. Miguel Freitas, esteve presente na Feira Gastronómica do Porco, e sobre o certame referiu que “os 20 anos desta feira mostram como estes eventos são de enorme importância para o interior do país, porque o progresso também se faz no interior e em territórios como este”, acrescentando que “inovar e valorizar o que temos na nossa terra, esse é o trabalho que temos de fazer, mostrar que somos capazes disso, não podemos pensar que o país está dividido em dois entre o país rural e o país urbano, porque o interior também tem futuro. Não nos designarmos a essa ideia é a primeira questão”, referiu.

Miguel Freitas adiantou ainda que no dia 15 de janeiro teve início a criação dos parques de madeira, onde se vão armazenar e conservar “cerca de 3,5 milhões de toneladas de madeira durante três anos, porque o mercado não consome toda a madeira ardida, e assim garantirmos o mercado nacional com madeira de pinho”, disse.

No que diz respeito à floresta e aos incêndios, o Governo “está orientado para o futuro”.
“Não estamos satisfeitos com a floresta que temos e por isso estamos a lançar novas ideias e novos movimentos face aos grandes desafios. Porque se até ao fim do ano estávamos preocupados com a área ardida, este ano estamos preocupados com aquilo que não ardeu. E vamos criar o Gabinete Técnico Intermunicipal porque a floresta não tem fronteiras, para coordenar o Gabinete Técnico Municipal, e fazer uma carta de caracterização de risco daquilo que é a floresta portuguesa no caso do Alto-Tâmega, por exemplo, e a partir daí definir com clareza quantas unidades de planeamento e gestão que temos de fazer, e criar um plano para cada uma dessas unidades permanentes, assim como uma brigada de sapadores florestais”, sustentou.

De acordo com o Secretário de Estado, “aquilo que aconteceu em 2017 não se pode repetir, é preciso ter uma nova forma de olhar para a floresta, uma nova forma de proteger a floresta, uma nova forma de proteger o nosso património, as nossas aldeias, as nossas vilas, as nossas cidades, porque o fogo não tem fronteiras”, adiantou.
Em relação ao desenvolvimento rural, pretende-se atingir três grandes objetivos: aprovar o estatuto da pequena agricultura familiar; lançar o estatuto do jovem empresário rural; e lançar o estatuto da agricultura biológica (associado à Dieta Mediterrânica).

Catarina Garcia

loading...
Share.

Deixe Comentário