No passado dia 20, quinta-feira, foi realizada, em conferência de imprensa no Salão Nobre da Provedoria, em Valpaços, a apresentação do projeto final de remodelação e ampliação do Hospital de Valpaços, algo muito aguardado pelos cidadãos valpacenses.

Amílcar Almeida e Altamiro Claro

A Santa Casa da Misericórdia de Valpaços e a autarquia valpacense uniram esforços no sentido de alcançar algo há muito esperado pelos habitantes de Valpaços: a reabertura do Hospital, que havia sido encerrado no ano de 2011.

A remodelação e ampliação do Hospital de Valpaços resulta da assinatura de um memorando de entendimento, realizada no dia 10 de dezembro de 2016, entre a autarquia valpacense, a Santa Casa da Misericórdia e a Administração Regional de Saúde do Norte (ARS Norte). Este memorando, do qual consta o compromisso da autarquia e da Santa Casa em assumir em partes iguais as despesas com as obras do Hospital, foi homologado pelo secretário de Estado da Saúde, o Dr. Manuel Delgado.

O concurso público foi lançado no passado dia 19 de março. Foram 12 as empresas que se apresentaram a concurso, tendo sido admitidas as propostas de cinco empresas. Por fim, a obra foi adjudicada à NORCEP, Construções SA, pelo valor de 2 638 000,00 € (IVA não incluído).

Amílcar Almeida, presidente da Câmara Municipal de Valpaços, admitiu que é um grande investimento, no entanto, é algo que faz muita falta ao concelho: “É um investimento avultado. Sabendo de antemão o que representa a saúde, deixará de o ser. Porquê? Porque o maior bem que nós temos é a saúde. E, de facto, à colação da reabertura do nosso Hospital temos de ter sempre presente o que isto importa em termos de empregabilidade e o contributo que dá à economia local”.

Para além de ser uma alavanca para o crescimento da economia local, a reabertura do Hospital de Valpaços será mais uma forma de conseguir fixar pessoas na região. Altamiro Claro, provedor da Santa Casa da Misericórdia de Valpaços, destacou isto mesmo: “A execução desta obra vem, de facto, permitir responder com a melhor saúde para os habitantes, e também criar condições para a fixação das populações, não só porque passam a ter melhor acesso à saúde, mas também porque existe criação de emprego, em alguns casos qualificado, o que permite de facto dotar o concelho de pessoas e de massa crítica que contribua para o desenvolvimento do concelho de Valpaços”.

O provedor da Misericórdia de Valpaços afirmou ainda que a remodelação e a ampliação do hospital “são bons ventos para o concelho de Valpaços”, e aproveitou a conferência de imprensa para fazer os devidos agradecimentos: “Temos de agradecer às partes envolvidas, ao empenhamento do senhor secretário de Estado da Saúde, o Dr. Manuel Delgado, que foi inexcedível. E quero agradecer, de forma especial, ao município de Valpaços, na pessoa do senhor presidente, pelo empenhamento e pela determinação que sempre pôs neste projeto e na execução desta obra”.

Aquando do encerramento do Hospital, em 2011, os valpacenses saíram para a rua para demonstrar o seu descontentamento, e desde então que têm lutado pela sua reabertura. Esta foi uma das bandeiras de Amílcar Almeida enquanto candidato à Câmara Municipal de Valpaços, e depois enquanto presidente: “As entidades com maior visibilidade do concelho, como a Santa Casa da Misericórdia e o Município de Valpaços, tinham de fazer algo para proporcionar melhores acessos aos cuidados de saúde. Importava dar aos valpacenses esses cuidados de saúde, fazendo com que os mesmos não tivessem de procurar nas cidades limítrofes. Sendo assim, naturalmente não restava outra alternativa que não fosse trabalharmos conjuntamente no sentido de poder dar esta alegria aos valpacenses”.

No projeto de remodelação e ampliação do Hospital de Valpaços estão previstos três pisos: no piso -1 estará presente o Serviço de Atendimento Permanente, a Sala de Ecografia, a Sala de Raio X, a Colheita de Análises, a Recuperação e Inaloterapia, a Sala de Gessos, a Enfermagem e a Sala de Exames Gastro; no piso 0 irá estar a Sala de Consultas de Especialidade e ainda o Internamento e Atendimento; o piso 1 será composto pela Unidade de Cuidados Continuados, pela Medicina Física e Reabilitação, pelas Instalações do Pessoal, pela Zona Técnica, pelo Módulo de Cirurgia – Bloco Operatório, pelo Recobro e por outros serviços.

Prevê-se que já em 2019 o Hospital de Valpaços esteja a funcionar na sua totalidade.
“As pessoas estão em primeiro lugar. Se nós não soubermos cuidar das pessoas, naturalmente, não saberemos cuidar do restante”, sublinhou Amílcar Almeida.

Maura Teixeira

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