Sebastião Imaginário

Sebastião Imaginário

Falhámos o primeiro “match point” para garantir o regresso ao escalão máximo do futebol lusitano, no entanto ainda dispomos de mais dois para conseguir o misero mas preciosíssimo ponto que falta.

O Municipal de Chaves registou uma grande enchente com milhares de adeptos na expectativa de verem uma grande festa. Acabou por ser uma tarde de decepção, desmoralizadora. No entanto, é bom que as pessoas se recordem que isto ainda não acabou, ainda têm mais capítulos para serem escritos e que vai ter o final que todos desejamos. Vamos sofrer mas tenho a convicção que iremos “soltar os fogos”

A equipa, mesmo não jogando ao nível do que é capaz, criou inúmeras oportunidades de golo, incluindo três bolas nos ferros. Sem qualquer exagero, este terá sido um dos jogos onde a equipa construiu mais oportunidades. O empate foi um resultado muito infeliz para a equipa à qual lhe faltou uma pontinha de sorte na finalização. De resto, estou convencido que este era daqueles dias em que a bola se recusava a entrar.

A precisar de pontos para evitar a despromoção, o Farense surpreendeu pela postura com que apresentou. Uma equipa sempre muito expectante, com um bloco baixo e que se limitou a jogar no erro. De resto, o golo da igualdade surge numa situação em que os jogadores do Chaves deveriam ter feito falta e travado a transição, num lance que não deveria ter acontecido pelas circunstâncias e o momento do jogo.
Esta divisão pontual apenas adiou aquilo que será uma realidade: a subida dos flavienses. Sei que há muitos adeptos que colocam reticências mas o tempo dar-me-á razão. Assim o espero

Durante a semana, sobretudo nas redes sociais, criou-se uma atmosfera de alguma euforia, como se a vitória perante o Farense fosse um dado consumado. Como vimos não foi. Nesta divisão todos os jogos são muito difíceis, há que ter essa noção.
Pela memória recente, parece que se instalou no seio dos adeptos uma desilusão que fez renascer alguns fantasmas do passado. É normal que surjam sempre algumas dúvidas quando o resultado não é aqueles que desejávamos. Contudo, há claras diferenças e estamos perante realidades bem diferentes.

Hoje a equipa ainda tem uma margem de cinco pontos para o Feirense e três para o Portimonense, pelo que continua a depender exclusivamente de si para ser feliz. Facto que não acontecia no passado, e isso faz toda a diferença.
Dir-me-ão que também os nossos adversários dependem de si próprios. É um facto, mas ainda têm que recuperar do atraso e candeia que vai à frente…
Os próximos jogos são contra os adversários directos na luta pela promoção, pelo que serão dois jogos de grau de dificuldade muito elevado, que vai exigir o máximo da equipa, mas também o serão para eles. Disso, não tenho quaisquer dúvidas!

Mais: esta equipa merece o nosso crédito e já demonstrou que tem capacidade para ultrapassar qualquer adversário e em qualquer campo. Os vencedores não têm receio das dificuldades que se lhe vão deparar, enfrentando-as com grande ambição e como grandes guerreiros.
Os “Valentes Transmontanos” vão ter que ser uma equipa solidária, com forte espirito guerreiro e com uma grande alma, encarando os jogos com responsabilidade mas também com grande confiança, paixão e coragem. Há que agarrar a nossa posição com “unhas e dentes”.
Nesta recta final, há que dar a vida pelo clube, o qual tem proporcionado aos seus profissionais todas as condições e se for necessário “morrer em campo” para a assegurar a subida.

Esta equipa já nos proporcionou grandes momentos e é a responsável pela grande ilusão que nos criaram. Não tenho a menor dúvida que tanto como os adeptos, eles também querem ser felizes. Que querem fazer parte da história, escrevendo um capítulo brilhante e não serem meros figurantes. Vamos ter que continuar a caminhada juntos, sofrendo juntos, mas também fazendo a festa.

2. A equipa de Juniores do Desportivo de Chaves garantiu a subida de divisão ao vencer o Padroense. Assim, cumpre felicitar todos os responsáveis por esse feito: jogadores, treinadores, directores, os responsáveis médicos e todos os funcionários.
Olhando para o campeonato efectuado, não pode deixar de merecer referência o facto da equipa apenas ter averbado uma única derrota e num jogo em que foram amplamente prejudicados. Este é um claro sinal do trabalho e da competência de todos.

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