O Teatro Experimental Flaviense continua a apostar fortemente na programação cultural do concelho. A agenda de 2017 integra várias propostas de cinema, teatro e música bem como a criação de três secções temáticas que visam aumentar e consolidar a oferta cultural em Chaves.

No próximo ano o Teatro Experimental Flaviense (TEF) comemora o seu 37º aniversário. Ao longo destas quase quatro décadas de existência o espaço cultural tornou-se num local de referência tendo já passado por lá vários artistas conhecidos e com enorme talento. O TEF quer continuar na senda dos bons resultados culturais e para isso criou três secções distintas, como é o caso do Cineclube de Chaves, para amantes do cinema, das tertúlias e do convívio, do Teatro de Improviso – Atirei o Gato ao Pau, onde a comédia é a palavra-chave, e dos Povos Galaico-romanos de Aquae Flaviae, última secção a ser criada.

Atirei o Gato ao Pau é o primeiro grupo de teatro de improviso a ser criado na cidade

O Teatro de Improviso – Atirei o Gato ao Pau surgiu pelas mãos de cinco jovens que frequentavam o TEF e que tinham uma particularidade em comum: a paixão pelo teatro de improviso. Mais tarde juntaram-se ao TEF e desde então têm realizado vários espetáculos.

“As suas atuações têm sempre grande adesão por parte do público, inclusive há pessoas que vêm sempre aos espetáculos deles”, disse Rufino Martins, presidente do TEF.
É o que acontece em todas as suas apresentações e na próxima quarta-feira, dia 28, pelas 21h30 não será exceção. O grupo irá apresentar-se em palco, no Cine Teatro Bento Martins, para o espetáculo de Natal e Fim de Ano, onde se espera, mais uma vez, “casa cheia”.

Nuno Neves, o apresentador, Marcelo Lopes, o produtor, Pedro Barroco e Diogo Gomes, os atores, e Carlos Sanches, o técnico do som e luz, têm entre 20 e 21 anos e apresentam-se em palco como eles próprios: irreverentes, dinâmicos e com uma grande capacidade de fazer rir.
O projeto Atirei o Gato ao Pau nasceu há dois anos e foi na comédia de improviso que se faz lá fora que se basearam, como é o caso do grupo de humor brasileiro Barbixas. Para além do talento e do papel que cada um representa em palco, fora dele é a amizade que os une e que faz com que as coisas realmente corram bem.

Apesar dos espetáculos não serem totalmente planeados, existe na mesma um trabalho de background, com vários exercícios, que faz com que se sintam mais à vontade em palco. Outro facto que os torna diferenciadores é o facto de, por norma, se apresentarem em palco de pijama, exceto nos espetáculos temáticos, como é o caso do próximo dia 28 de dezembro.

“Nós o que queremos é que as pessoas, durante uma hora e meia, deixem os seus problemas fora da sala de espetáculo e que se divirtam, que se riam. A partir do momento em que estamos a conseguir isso e as pessoas continuam a dizer que querem mais, eu acho que estamos a levar isto no bom caminho”, afirmou Pedro Barroco.

Na opinião do presidente do TEF os cinco jovens trouxeram à cidade pela primeira vez um género do teatro que não era muito conhecido, onde a improvisação, a comédia e a interação com o público são os elementos base dos seus espetáculos. O público é fundamental uma vez que é ele que lança as palavras que posteriormente são utilizadas pelos Atirei o Gato ao Pau para a construção dos textos e das ações.
Este grupo “ajuda a dar mais nome ao Teatro Experimental Flaviense que se tem esmerado para cumprir os seus objetivos, e que aliás o tem conseguido fazer através destas secções”, concluiu o responsável.

Cátia Portela

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