Nos dias 14, 15 e 16 decorreu em Boticas o evento “Hospitium Barrosorum”. Durante os três dias, romanos e castrejos desfilaram pelas ruas da vila. Foi a segunda vez que esta iniciativa se relizou, e o “Pacto Barrosão” surgiu no âmbito do protocolo de colaboração entre a Câmara Municipal de Boticas e a Universidade do Minho.

Durante os três dias, Boticas viajou no tempo com o evento “Pacto Barrosão”. Ao longo do fim de semana houve vários desfiles de legionários, acampamentos romanos e castrejos, peças de teatro, com muita música e animação à mistura, onde não faltou também o artesanato, tudo isto no espaço envolvente das margens do Ribeiro do Fontão.

Para além dos jogos romanos de tabuleiro, decorreram ainda no recinto do Parque de Lazer do Ribeiro de Fontão alguns jogos tradicionais, como o jogo do malhão, o jogo da corda e diversas recriações históricas.
A iniciativa pretendeu evocar o acordo assinado e o processo de concórdia entre Castrejos e Romanos, imortalizado no Padrão dos Povos, encontrado na cidade de Chaves, recriando assim o ambiente histórico entre as duas civilizações.

O evento teve início na sexta-feira, dia 14, e a abertura contou com a presença da vereadora Maria do Céu Fernandes. “Este tipo de iniciativas, por um lado, mostram às pessoas o que a Universidade do Minho anda aqui a fazer há tantos anos, praticamente há dez anos. A autarquia está satisfeita com o trabalho feito pela instituição, e é através desse trabalho que descobrimos a riqueza patrimonial, arquelológica e arquitectónica de Boticas. Somos realmente um concelho muito rico, quer em castros, quer em povoados romanos, e nesta iniciativa temos a presença das duas civilizações: castreja e romana. Aproveitamos para mostrar a nossa riqueza cultural, mas também para chamar pessoas à nossa região, e desenvolver desta forma o comércio e o turismo que é aquilo que nos interessa sempre”, referiu.

Esta iniciativa surgiu no âmbito do protocolo de colaboração que existe entre a Câmara Municipal de Boticas e a Universidade do Minho, “que tem como objetivo o estudo do património histórico/arqueológico de Boticas, e a sua conservação/valorização, mas, também, a relação com a população no aspeto social, no sentido de participarem em eventos de cultura”, como explicou Luís Fontes, professor da Universidade do Minho.

O “Pacto Barrosão” procura “traduzir a relação entre a população castreja e indígena, até porque já cá existiram. Boticas tem o maior conjunto de castros do país, com mais de duas dezenas, e os romanos ocuparam este território e exploraram-no”. “Durante os três dias, o evento pretendeu reproduzir essa história”, disse o responsável.

O destaque do programa foi para o dia de sábado, com o teatro de representação da celebração do pacto entre Romanos e Catrejos, uma peça de teatro grega sobre as quatro estações do ano, com um espectáculo de fogo a encerrar as atividades do dia.

Já no domingo, realizou-se durante a manhã uma caminhada pelos trilhos do rio Terva até ao Castro de Sapelos, integrada no programa do evento.

O “Pacto Barrosão” contou com a colaboração da Associação Ambiental e Cultural Celtiberus; Associação Cultural, Recreativa e Desportiva da Serra do Leiranco – Sapiãos; Associação Desportiva e Cultural de Carvalhelhos; Associação Recreativa e Cultural de Bobadela; Associação Recreativa e Cultural do Largo do Souto de Nogueira e Associação Amigos Museu de Bobadela.

Catarina Garcia

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