No passado dia 9, quinta-feira, foi apresentado no Pena Aventura Park, em Ribeira de Pena, o Projeto Hidroelétrico do Tâmega, um complexo cujo investimento ultrapassa os 1500 milhões de euros.

Na sessão de apresentação, aberta a toda a comunicação social, estiveram presentes o Diretor da Área de Negócio Liberalizado da Iberdrola, Aitor Moso, executivos da mesma empresa, o Secretário de Estado do Ambiente, Carlos Martins, presidentes de Câmara e outros representantes dos concelhos abrangidos por este projeto, fornecedores locais e outras autoridades.

O Sistema Electroprodutor do Tâmega é composto por três barragens hidroelétricas que estão já em construção: Alto Tâmega, Daivões e Gouvães. A empresa responsável por este projeto é a Iberdrola, e assegura que a execução desta infraestrutura energética dará origem à criação de 3500 empregos diretos e 10 mil indiretos, cumprindo assim o objetivo desta empresa espanhola para que “a área do Tâmega cresça em torno deste projeto durante os próximos anos”. A energia elétrica ligada a estas barragens terá, no seu total, uma capacidade instalada de 1.158 megawatts, sendo capazes de produzir mais de 1.760 GWh por ano.
Este projeto tem sido alvo de muitas críticas por parte dos ambientalistas que argumentam que a construção destas três barragens terá fortes impactos negativos a nível ambiental, cultural e social, tendo já havido várias queixas dos residentes no concelho de Ribeira de Pena relativamente às obras. Perante este facto, Rui Vaz Alves, presidente da Câmara Municipal de Ribeira de Pena, fez questão de referir que as pessoas não foram esquecidas: “Este projeto mudou a relação do próprio local com os habitantes. Os nossos munícipes que estão nessas zonas são os particularmente mais afetados e nós temo-los acompanhado. Criámos até na Câmara um gabinete de apoio às barragens, por assim dizer, onde temos feito inúmeros atendimentos. Temos acompanhado essas queixas particularmente, por exemplo, quando houve aqui no passado fim de semana aquela enorme tempestade que criou problemas acrescidos nas zonas onde andavam os trabalhos”.

Depois da sessão de apresentação, vários autocarros levaram os presentes a visitar uma das frentes de obra, localizada na freguesia de Santa Marinha, em Ribeira de Pena, e a um dos túneis já escavados com cerca de 41 metros de profundidade. O dia culminou com um almoço no Pena Aventura Park.

As obras, que se prolongarão até 2023, esperando que o grosso do trabalho seja executado entre 2018 e 2020, têm um investimento de 1,56 milhões de euros, do qual uma parte significativa, mais precisamente cerca de 50 milhões de euros, irá reverter para projetos sociais, ambientais e culturais da zona.

Maura Teixeira

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