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O presidente do Conselho de Administração das Termas de Chaves convocou na sexta-feira passada, dia 10, uma conferência de imprensa para responder às críticas lançadas pelo líder do Partido Socialista (PS) de Chaves.

O presidente do Conselho de Administração das Termas de Chaves, Paulo Alves, acusou o líder do PS de querer enganar os flavienses ao colocar em causa as contas apresentadas pelos membros de direção do balneário termal, e auditadas pelo Revisor Oficial de Contas, relativas ao ano de 2015.

O líder do PS disse, na conferência de imprensa de dia 7, que no ano em que as Termas de Chaves reabriram, em abril de 2015, a empresa gerou uma receita de cerca de 845 mil euros correspondendo a uma afluência de 3500 aquistas. Já em 2016, Nuno Vaz referiu que, durante os 12 meses de funcionamento, o complexo termal recebeu 3 mil aquistas e gerou uma receita que ronda os 835 mil euros.

Paulo Alves frisou que estas afirmações eram “completamente falsas”. No relatório de contas das Termas de Chaves de 2015, a que o Partido Socialista teve acesso, está “escrito na página 3 qual é a receita dos tratamentos termais: 845.269,00 euros e mais à frente, na página 4, diz que este valor diz respeito a 6546 termalistas, ou seja, 3546 da cura termal e 2983 do bem-estar”. Para ser mais concreto: “a faturação da cura foi de 753.201,00 euros e a faturação do bem-estar foi de 92.068,00 euros”.

“Esta é a verdade e portanto eu não percebo estas afirmações. Das duas uma: ou ele não sabe interpretar os números ou quer enganar os flavienses”, sublinhou o presidente do Conselho de Administração das Termas de Chaves, acrescentando que enquanto ocupar o cargo de presidente na direção das Termas de Chaves não irá permitir que digam que as contas são falseadas e que ponham em causa o número de termalistas e as receitas geradas.

Paulo Alves adiantou na conferência de imprensa que as contas das Termas de Chaves são públicas e que podem ser consultadas no site do balneário termal.
Relativamente ao ano de 2016, as Termas de Chaves apresentaram receitas no valor de 736.757,00 euros na área da cura e de 80.255,00 euros na área do bem-estar. Já o número de utilizadores ao nível da cura foi de 3009 aquistas e no bem-estar de 2956 aquistas.

“Isto quer dizer que em média um termalista do bem-estar gastou 27 euros, em 2016” e “31 euros em 2015”, explicou o responsável das Termas de Chaves. De acordo com a Associação das Termas de Portugal, em 2015, um termalista na área do bem-estar despendeu em média 28,73 euros.

Comparando os dois últimos anos observa-se uma diminuição no número de utilizadores das Termas de Chaves. Este facto teve a ver, segundo o coordenador das Termas de Chaves, com a tendência no mercado nacional e “duas situações particulares”: os cerca de 200 aquistas do programa termalismo sénior do Inatel que costumavam frequentar o balneário termal em 2016 não vieram a Chaves e a presença da bactéria da legionella no Hotel Aquae Flaviae.

Balneário das Termas de Chaves encerrado por motivos de manutenção e desinfeção

O presidente do Conselho de Administração das Termas de Chaves aproveitou ainda a conferência de imprensa de sexta-feira para dizer que por motivos de manutenção e desinfeção o balneário termal terá obrigatoriamente que fechar pelo menos um mês/mês e meio por ano. Paulo Alves salientou assim que “o balneário vai fechar sempre a 30 de dezembro” reabrindo a meados de fevereiro.

Relativamente ao Balneário Pedagógico de Vidago, o responsável pelo espaço explicou que, no início do mês de setembro, foram detetados algumas anomalias de âmbito bacteriológico nas águas minerais fornecidas pela Unicer, o que levou à suspensão dos tratamentos com a água mineral.

“Mesmo assim tivemos 320 aquistas no balneário o que gerou uma receita de 29 mil euros. Se este problema não tivesse acontecido de certeza que até 30 de outubro [data de encerramento temporário do balneário]chegaríamos facilmente aos 500”, sustentou Paulo Alves, admitindo que este ano espera chegar “à casa do milhar” de utilizadores porque “as pessoas que frequentam o balneário de Vidago gostaram”, o espaço “tem qualidade e os nossos profissionais têm qualidade”. O responsável admitiu ainda que iria “tentar” reabrir o Balneário Pedagógico de Vidago no dia 10 de abril.

Esta conferência de imprensa serviu ainda para esclarecer quanto aos ordenados auferidos pelos órgãos que compõem o Conselho de Administração das Termas de Chaves. Segundo Paulo Alves, o presidente não recebe ordenado assim como os dois vogais do conselho de administração, Agostinho Pizarro e Fátima Caeiro. De referir que independentemente de Fátima Caeiro pertencer ou não ao Conselho de Administração das Termas de Chaves, ela encontra-se cedida pela Câmara de Chaves à empresa municipal e aufere “exatamente o vencimento da categoria de origem”, recebendo igualmente um “complemento de representação e disponibilidade” de cerca de 300 euros.

Na conferência de imprensa estiveram presentes os dois vogais do Conselho de Administração das Termas de Chaves, Agostinho Pizarro e Fátima Caeiro.

Cátia Portela

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