Ajuda tardia do Governo poderá levar a consequências sociais graves, numa região carenciada.

Na sequência do incêndio que ocorreu nos passados dias 31 de Agosto e 01 de Setembro no Concelho de Boticas e que destruiu uma grande mancha florestal, propriedades e infra-estruturas agrícolas, sobretudo na freguesia de Covas do Barroso, a Câmara Municipal de Boticas colocou de imediato no terreno uma equipa multidisciplinar, liderada pelo Gabinete Técnico Florestal, para fazer o levantamento exaustivo dos prejuízos causados pelo incêndio.
Os resultados apurados apontam para prejuízos na ordem de um milhão de euros, repartindo-se em cerca de 250 mil euros em infra-estruturas e equipamentos agrícolas e em 750 mil euros em prejuízos causados nas propriedades agrícolas, com destruição praticamente total de colheitas, vinhas e árvores de fruto.
O Município já fez chegar junto do Ministério da Agricultura esta relação dos prejuízos causados pelo referido incêndio, esperando agora que o Governo seja célere na atribuição de subsídios compensatórios aos agricultores. “É necessário que o Governo actue de imediato, porque estamos a falar da sobrevivência de umas dezenas de família. Há agricultores que, caso não sejam ajudados, não têm condições para continuar com a sua actividade nem para fazerem face aos avultados prejuízos de que foram vítimas. Numa região carenciada como a nossa, os apoios têm que chegar de imediato, sob pena de enfrentarmos uma situação com graves consequências sociais nas freguesias afectadas”, sublinha o Presidente da Câmara municipal de Boticas, Fernando Campos.
Contudo, a resposta por parte do Governo não foi tão célere quanto isso, já que o referido relatório dos prejuízos foi enviado ao cuidado do Ministro da Agricultura no dia 9 de Setembro e até agora a Autarquia ainda não obteve qualquer resposta.

Redacção

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