Um grupo de cerca de 40 idosos da Santa Casa da Misericórdia de Chaves – utentes de Estruturas Residenciais para Idosos (ERPI) e Centro de Dia rumou até à região duriense para um Passeio Convívio que todos os anos marca a agenda de atividades da instituição.

Sanfins do Douro, Pinhão, Favaios e Régua fizeram parte do percurso deste ano, e em plena época de vindimas o grupo de seniores teve oportunidade de observar o trabalho da colheita das uvas, que, embora sem os contornos de festa de tempos passados, as vindimas de hoje continuam a aliar uma forte componente de convívio ao seu trabalho incontornável, reunindo família e amigos em torno deste ritual anual que é sem dúvida uma tradição portuguesa que perdura.
Tradição que fez parte das vivências da maior parte dos seniores, agora institucionalizados, que acarinharam esta iniciativa da equipa de Animação Sociocultural da Misericórdia de Chaves.
Laurindo Condez tem 82 anos e não esquece o ofício que todos os anos cumpria: “Era muito trabalho, mas era uma alegria imensa”, contou o utente residente no Lar Nossa Senhora da Conceição, em Vidago.

Envolvimento de todos os utentes e intercâmbio sociocultural

De modo a contrariar a rotina do dia a dia, o passeio anual de idosos da Santa Casa da Misericórdia de Chaves, uma de entre as várias atividades de caráter anual que a instituição coloca à disposição dos seus utentes, tem, de acordo com os animadores socioculturais, a finalidade de “favorecer o convívio e a troca de experiências e vivências, bem como promover a melhoria das relações e da comunicação com os outros, proporcionando um saudável intercâmbio sociocultural”.
O envolvimento de todos os utentes, de acordo com a respetiva condição física, “constitui sempre um estímulo para eles”, confirma a equipa de Animação.
Convívio e alegria testemunhada também pelas trabalhadoras auxiliares que acompanharam os utentes. “Não podemos acrescentar anos à vida, mas damos vida aos anos que são muitos”, referiu Sónia Gonçalves, de 23 anos. A trabalhadora auxiliar mais jovem da instituição assegura que “é a trabalhar com os idosos” que se sente “feliz”, “o que se quer nesta profissão é coração”.
A oração da manhã realizada ainda durante o percurso de autocarro e a participação dos utentes na eucaristia, na igreja de Sanfins do Douro, foram dois dos momentos religiosos e espirituais a que os seniores assistiram.
O almoço convívio com vista privilegiada para o Rio Douro, no Pinhão, e a primeira paragem da parte da manhã, para retemperar forças, junto da Ermida de Nossa Senhora da Piedade, constituíram os momentos altos de convívio.

Sandra Gonçalves

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