Realizou-se no pavilhão multiusos de Montalegre um workshop sobre o projeto “ClimAdaPT.Local”. O processo visa criar uma rede de municípios de adaptação local às alterações climáticas em Portugal. A sessão – que reuniu entidades e empresários da CIMAT (Comunidade Intermunicipal do Alto Tâmega) – contou com a presença do vice-presidente da Câmara de Montalegre, David Teixeira, que considerou importante «colocar os atores locais a pensar no futuro e de que forma podem influenciá-lo».

www.cm-montalegre.pt__src060f94a73c7fd09a63e7809a120069a1_par90743e53ae9d384ad9f1089982affc3f_dat1452251399Montalegre é um dos 26 municípios beneficiários do projeto ClimAdaPT.Local. Os critérios da escolha tiveram por base a cobertura de todo o território nacional, um município por Comunidade Intermunicipal, as vulnerabilidades e oportunidades das alterações climáticas e o compromisso político e institucional para elaborar e implementar as estratégias municipais de adaptação. O objetivo passa por iniciar em Portugal um processo contínuo de elaboração de “Estratégias Municipais de Adaptação às Alterações Climáticas” (EMAAC) e a sua integração nas ferramentas de planeamento municipal.

Responsável pela abertura do workshop, o vice-presidente da Câmara Municipal de Montalegre, David Teixeira, defendeu que o tema assume uma elevada importância e onde «é preciso pensar de forma a serem tomadas as melhores opções de vida, na área política e particular». Na ótica do autarca, na área da saúde, «é preciso evitar alguns problemas», e em relação ao empreendedorismo «é possível descobrir novas potencialidades, num futuro próximo, que seriam impensáveis há anos atrás». Para o vice-presidente do município foi uma «reunião inovadora». Na coordenação do projeto, Luísa Schmidt, socióloga do Instituto de Ciências Sociais da Universidade de Lisboa, explicou tratar-se de «um exercício construtivo para o futuro» no sentido de «as pessoas se envolverem nesta estratégia e acreditarem que podem ter um município mais acautelado em relação aos impactos das alterações climáticas». Por sua vez, João Batista, primeiro secretário do secretariado executivo da CIMAT, considera que é uma iniciativa que vai permitir ao município «implementar as conclusões apresentadas» e assim «melhorar as condições ambientais da região, a qualidade de vida das pessoas e fixar população».

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