A Dakota Minerals, agora denominada de Novo Lítio, Ltd, é uma empresa mineira australiana que está em Montalegre há cerca de um ano a fazer prospeção para testar a qualidade do lítio existente no concelho.

“Obviamente que são boas notícias para Montalegre. E são, sobretudo, boas notícias para a região”, afirma com convicção Orlando Alves, presidente da Câmara Municipal de Montalegre.
Aquilo que a mineira australiana pretende é, numa primeira fase, fazer um investimento de 70 milhões de euros no fabrico de placas que serão incorporadas nos eletrodomésticos para que estes não consumam energia elétrica. Numa fase seguinte, prevê-se um investimento de 300 milhões de euros por parte da mesma empresa para o fabrico das baterias para automóveis elétricos. A serem concretizados estes planos, estarão garantidos entre 200 a 250 postos de trabalho. Orlando Alves espera que a produção dessas baterias seja feita no nosso país: “É o trabalho que estamos a tentar desenvolver junto do senhor secretário de Estado da Energia. Faz sentido, e o nosso ponto de vista é este, que o valor acrescentado tem de ficar em Portugal. Não faz sentido exportar as amostras de lítio para que depois sejam transformadas na Alemanha, na Suécia ou noutro sítio qualquer. Nós temos capacidade para o fazer cá”.
Até ao momento, a empresa australiana está a fazer pesquisas em profundidade que ultrapassam já os 200 metros. Daqui são retiradas amostras que posteriormente são enviadas para laboratórios na Alemanha de forma a conferir a qualidade e pureza do mineral.

Orlando Alves, presidente da Câmara Municipal de Montalegre

O Governo português atribuiu um prazo à Novo Lítio para esta apresentar um relatório através do qual o Governo irá desenvolver os meios necessários para que a exploração possa ser iniciada. Isto significa que, apesar de ser a empresa mineira australiana a responsável, neste momento, pela prospeção, não é certo que a exploração venha a ser feita também por esta empresa, uma vez que o Governo irá promover um concurso e só depois é que será decidido quem terá a responsabilidade da exploração.
“Há uma certeza, que é que de facto a jazida é grande e compensa o investimento. E se for complementada com a pureza ou a qualidade máxima que se deseja, naturalmente que tanto melhor. Vemos em tudo isto uma alavanca, uma oportunidade para que a terra se desenvolva economicamente. Mas, sobretudo, vemos em tudo isto a oportunidade de o concelho rejuvenescer com gente nova”, concluiu o autarca.

Maura Teixeira

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