Em finais de novembro do ano passado a tragédia bateu à porta de Covêlo do Gerês, em Montalegre, e entrou. Um incêndio destruiu, quase por completo, a igreja da aldeia, um dos símbolos de maior apego da população. O altar e parte da cobertura estão irreconhecíveis. As figuras que personificam os santos ficaram pintadas de negro. Face a este infortúnio, o presidente do município, Orlando Alves, visitou o espaço no sentido de prestar apoio e solidariedade à população. As obras de reabilitação vão custar 60 mil euros.

A igreja de Covêlo do Gerês, no concelho de Montalegre, ficou parcialmente destruída depois de um incêndio que consumiu grande parte do altar e cobertura. Aos poucos, contando com a generosidade da população e paróquias vizinhas, estão a ser delineadas as melhores formas de recuperação. Orlando Alves, presidente do município, esteve no local para melhor perceber a situação e prestar o apoio necessário. O edil não disfarçou o lamento pelo que observou: «existia uma estatuária com muita qualidade e valor. A perda é maior porque a grande parte dessas imagens sagradas estão destruídas».

Defesa do Património

Embalado pela dor que sentiu ao ver o cenário desolador no interior desta igreja barrosã, o autarca referiu que o município «tem a obrigação de participar na defesa deste património». Lembrou que «a pressa é, na maioria das vezes, inimiga da perfeição» alertando para o cuidado das intervenções. Orlando Alves disse ainda que levou «a solidariedade institucional» tranquilizando a população «com o apoio possível em articulação entre o padre e a junta de freguesia».
Por sua vez, Carlos Rubens, pároco de Covêlo do Gerês, narrou que tem contado «com a generosidade da população e das restantes paróquias do concelho» porque «só unidos e com o apoio de todos será possível recuperar este espaço». As obras de reabilitação rondam os 60 mil euros «incluindo o restauro da arte sacra, o sistema de som e o circuito elétrico».

Redação/CM Montalegre

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