A EDP inaugurou a primeira Central Solar Fotovoltaica Flutuante da Europa, instalada no aproveitamento hidroelétrico da albufeira do Alto Rabagão, no concelho de Montalegre. É um projeto pioneiro que está em fase de testes e onde a empresa investiu 450 mil euros.

Ao todo, são 840 painéis solares flutuantes numa espécie de jangada, com uma produção anual estimada de 300 MWh, o equivalente ao consumo de 100 famílias. A cerimónia foi presidida pelo secretário de Estado do Ambiente, Carlos Martins, e contou com a presença do presidente da autarquia, Orlando Alves.

O projeto-piloto da primeira Central Solar Fotovoltaica instalada num aproveitamento hídrico na Europa foi instalado na Barragem dos Pisões. Esta plataforma inovadora da EDP combina duas formas de energia renovável, solar e hídrica.

A escolha do local prende-se com as condições especialmente adversas que fazem do Alto Rabagão o cenário mais desafiador para testar o projeto. Trata-se de uma solução de fixação da amarração da plataforma ao leito da albufeira, com 60 metros de profundidade, usando cabos para embarcações de recreio.

A Central Solar Fotovoltaica Flutuante do Alto Rabagão arrancou em novembro de 2016 e, até ao final de junho, ultrapassou as metas de produção em 6%, ainda que este sucesso possa ser, até certo ponto, explicado por um “ano atípico”, muito sol, vento e pouca chuva. A avaliação da viabilidade técnica e comercial será feita ao fim do primeiro ano de produção desta unidade. A solução poderá, posteriormente, ser usada noutras barragens exploradas pela EDP em Portugal e há a possibilidade de o projeto ser levado para o Brasil onde a elétrica tem centrais hídricas.

Para os engenheiros da especialidade, a combinação entre duas formas de energia renovável é “óbvia”. Por um lado, tira-se um maior partido do ciclo climatérico, as condições para produzir energia solar acontecem quando há menos produção hídrica. Por outro lado, a junção das duas tecnologias permite usar a mesma infraestrutura de ligação à rede de transporte que já está instalada para a barragem. Não tem de ser construída para o efeito, um processo que demora tempo e tem custos. Há ainda poupanças ao nível do terreno necessário para construir e, quando instalados na água, os painéis solares ocupam menos espaço porque exigem menos inclinação.

Redação/CM Montalegre

 

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