No passado sábado, dia 9 de junho, Montalegre celebrou o “Dia do Município”, data que ficou marcada por vários acontecimentos.

A sessão solene de abertura das celebrações deste dia decorreu no salão nobre da Câmara Municipal de Montalegre. O dia começou com uma homenagem do executivo montalegrense a três ilustres barrosões. António Lourenço Fontes, mais conhecido por Padre Fontes, recebeu a Medalha de Honra do Município. Maria Georgina Lopes Alves Pinto foi condecorada com a Medalha de Mérito do Município. Houve ainda uma condecoração a título póstumo, também com a Medalha de Mérito do Município, atribuída a Herculano Fernandes Pereira.
Após a sessão de abertura, as celebrações do “Dia do Município” deslocaram-se para o Castelo de Montalegre, contando com a presença de Dom Duarte Pio de Bragança, chefe da Casa Real Portuguesa.
Neste local foi lançada a primeira pedra da requalificação do Castelo que, de acordo com o município barrosão, trata-se de “uma obra que promete conferir valor acrescentado à cultura do concelho”. Esta intervenção tem um prazo de execução estipulado de 12 meses e resultou de um protocolo assinado, a 23 de março de 2016, entre a Direção Regional de Cultura do Norte (DCRNorte), o Município de Montalegre e o Município de Miranda do Douro.
Na altura da assinatura do protocolo foi então efetuada uma candidatura a financiamento ao programa Portugal 2020 que, tendo posteriormente sido aprovada, garantiu o financiamento por fundos comunitários na ordem dos 85% do custo dos trabalhos, incluindo o valor do IVA à taxa legal em vigor de 6%.
Requalificações nas Torres do Castelo e da Praça de Armas, consolidação da muralha abaluartada e rede de drenagem de águas pluviais e águas freáticas, e a beneficiação dos arruamentos e largos envolventes (substituição do pavimento existente), são as intervenções que serão realizadas neste local tão emblemático da vila de Montalegre.
“Esta obra é muito significativa para o executivo municipal. Foram quatro anos a trabalhar esta ideia que resultou numa grande candidatura submetida aos fundos comunitários e que abrange outros castelos na zona Norte. Esta candidatura é uma iniciativa do município de Montalegre e temos muita vaidade nisso. Vamos intervir num espaço que não é nosso. Isto é património nacional. Há 30 anos que estou na autarquia e esta casa está sempre fechada. Espero que as obras não sejam prolongadas e estou convencido que dentro de pouco tempo temos a ‘sala de visitas de Montalegre’ ao serviço dos barrosões e do turismo, que é uma alavanca importantíssima no nosso desenvolvimento”, referiu Orlando Alves, presidente da câmara Municipal de Montalegre.
Ainda inserida nas comemorações do Dia do Município, realizou-se pela primeira vez a iniciativa “Prémio Literário Bento da Cruz”, que recorda aquele que é considerado como a “figura maior das letras do Barroso”. Esta primeira edição contou com um júri composto por três pessoas – Fernando Pinto do Amaral, Manuel Frias Martins e Maria Carlos Loureiro – que determinou, por unanimidade, atribuir este prémio aos romances “Vamos então falar de árvores”, de João Carlos Costa da Cruz, sob o pseudónimo Teotónio S., e “O espírito das vacas”, da autoria de Abel Neves, sob o pseudónimo Matilde.
As celebrações deste dia encerraram com uma gala dedicada a premiar as áreas da cultura e do desporto.
“Fechamos as comemorações do feriado municipal com chave de ouro. Foi uma noite cultural muito diversificada e enriquecida. A circunstância de termos um grupo alentejano, que nos trouxe o seu cante, considerado Património Imaterial da Humanidade, era uma lacuna que existia entre nós e agora está preenchida. É com momentos assim que nos enriquecemos e valorizamos culturalmente. Aqueles que estiveram e puderam apreciar estão de parabéns. Quem não esteve perdeu uma excelente oportunidade de convívio. Foi uma jornada rica em acontecimentos e na promoção da nossa terra”, concluiu o autarca barrosão.

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