O município de Montalegre iniciou a execução de um projeto de cooperação, submetido ao programa INTERREG EUROPA, designado CRinMA “Recursos Culturais em Áreas de Montanha”.

No final do ano passado, o município de Montalegre viu aprovado um projeto de cooperação submetido ao programa INTERREG EUROPA, designado CRinMA “Recursos Culturais em Áreas de Montanha”. Este encontra-se em fase de desenvolvimento e iniciou com uma primeira reunião de trabalho, entre os parceiros, na Câmara de Montalegre. O projeto é direcionado para a proteção do património cultural das áreas de montanha que é de vital importância para assegurar a diversidade cultural e proteger as tradições e costumes locais para as gerações futuras.

O projeto está a ser desenvolvido em parceria com a Associação de Desenvolvimento da Região do Alto Tâmega (ADRAT) e o Instituto de Desenvolvimento Económico de Ourense (INORDE).

David Teixeira, vice-presidente do município, explicou que o Ecomuseu de Barroso «nasceu na senda de preservação do património cultural» e o objetivo é que «essa visão se consolide, traga novas vertentes ao território e aumente o orgulho desta identidade». O autarca acredita que para a renovação do território e criação de emprego «são necessárias novas experiências e conhecimentos». O projeto tem a duração de três anos e apresenta várias fases, desde «a identificação de boas práticas» à «caraterização e apresentação de sugestões para o desenvolvimento do território».

Com base na implementação de programas de cooperação transfronteiriça, os parceiros do projeto decidiram concentrar-se nas áreas de montanha fronteiriças, partindo do princípio que muitos dos desafios são similares numa determinada área geográfica embora dividida por uma fronteira. Para José Manuel Rodriguez, gerente do INORDE, este projeto «mostra que as regiões de montanha apresentam um papel de relevo na estratégia futura da União Europeia» sendo «zonas que não podem ficar isoladas».

Em nome da ADRAT, Marco Fachada referiu que «é um processo que envolve várias entidades, que trabalham em diferentes níveis, instaladas nos territórios com estas características». O responsável realçou «a partilha de experiências com outros parceiros de várias regiões da Europa no sentido de encontrar soluções para problemas comuns». Uma aprendizagem que será revertida nos programas de apoio ao desenvolvimento regional, como é o caso do POCTEP 2014-2020 – Programa de Cooperação Transfronteiriça, Interreg Espanha – Portugal, que está ser utilizado.

Redação/CM Montalegre

 

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