Está apresentado publicamente o plano de prevenção dos fogos florestais para o concelho. A sessão, aberta a toda a comunidade, encheu por completo o salão nobre da autarquia.

Já estão em vigor as novas regras de limpeza da floresta perto de casas, aldeias e estradas. As obrigações de limpeza passam a ser mais exigentes e a ter mais custos. A principal mudança na gestão de materiais, nas chamadas faixas secundárias de gestão de combustível (árvores, arbustos ou outra vegetação), passa por alargar de 4 para 10 metros a distância mínima permitida entre as copas dos pinheiros bravos e eucaliptos. Para outras árvores, a distância permitida entre copas é de 4 metros, numa diferença face aos pinheiros e eucaliptos cujo objetivo é promover o uso de árvores autóctones, mais resistentes ao fogo, e criar faixas para travar o avanço das chamas e que, segundo o governo, falharam e não têm conseguido proteger pessoas e bens.

Autarquias ressarcidas

O Governo garantiu que as autarquias vão ser ressarcidas de quase tudo o que gastarem na limpeza das matas e terrenos privados. Segundo contas do poder central, estão já identificadas 19 grandes áreas prioritárias de intervenção, território que abrange 189 municípios e 1.049 freguesias. Nesse sentido, foi anunciado que existe um dispositivo de meios mais recheado de bombeiros e efetivos da GNR – vão entrar em formação 600 agentes para reforço dos GIPS, os Grupos de Intervenção, Proteção e Socorro -, e ainda um reforço dos sapadores florestais, com o concurso já lançado para a formação de 100 novas brigadas, o equivalente a mais 500 elementos no terreno. Pessoal que vai ser coordenado, diretamente, pelos municípios e pelas comunidades intermunicipais. Quanto aos meios aéreos, ainda não será este ano que a operação passará para as mãos da Força Aérea, ficando a gestão de helicópteros e aviões, até ver, na esfera da Autoridade Nacional de Proteção Civil.

Redação/CM Montalegre

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