Em entrevista ao jornal A Voz de Chaves, cedida no passado dia 17, Manuel Cunha, candidato à Câmara Municipal de Chaves pela Coligação Democrática Unitária (CDU), explicou os motivos que o levam a candidatar-se pela quarta vez consecutiva, tendo sempre como base o lema do seu partido: “Trabalho, honestidade e competência”.

Jornal A Voz de Chaves: Por que motivo se candidata à Câmara Municipal de Chaves?

Manuel Cunha: Eu já fui candidato várias vezes. Fui candidato à Assembleia Municipal, cabeça de lista, em 2001, na altura que voltei a viver em Chaves. E depois em 2005, 2009 e 2013 fui candidato à presidência da Câmara Municipal. E decidi recandidatar-me em 2017 porque entendo que todos nós temos um compromisso cívico com o concelho, com a cidade, com a região e com o país também, e os motivos essenciais que levaram à minha candidatura nos anos anteriores se mantêm. Uma paralisação das regiões do interior, uma decadência, uma diminuição da população, um envelhecimento da população, uma baixa da taxa de natalidade, e a falta de perspetivas. Se alguém estiver atento, a autarquia do PSD nos últimos anos começou com um discurso de que o modelo de gestão autárquica clássico, que eles identificavam de alguma maneira como sendo da CDU – a preocupação com os arruamentos, com as acessibilidades, com a gestão da água, com a gestão dos lixos, com aquilo que são as pequenas obras –, estava ultrapassado, que o que era preciso era executivos que fizessem a dinamização económica da região. E traçaram um projeto que até estava em sintonia com iniciativas do então Governo do Partido Socialista (PS) do Eng.º Sócrates, dos mercados abastecedores, das plataformas logísticas… Tudo isso foi um insucesso. Tudo isso demonstrou que os trajetos que se apontavam não eram os adequados às necessidades.

A autarquia está fortemente endividada, mas os motivos do endividamento em nada contribuíram para o desenvolvimento da região. Ao contrário do presidente da Câmara que via quase como um pecado o endividamento, eu sempre defendi que ter dívidas ou não ter dívidas não é o que define as pessoas ou as instituições honradas. O que define é a forma como se lida com as dívidas, deve-se cumprir os compromissos que se assumiram. Mas politicamente o que se tem de analisar é como chegámos a esta dívida. E chegámos a esta dívida com uma série de investimentos errados que durante algum tempo foram as verdadeiras bandeiras do Partido Social Democrático (PSD) e da autarquia, nomeadamente o mercado abastecedor, a plataforma logística, e mesmo o parque empresarial ficou muito aquém das expetativas.

Sente-se confiante para estas eleições?

Nestas eleições há um traço distintivo, acho eu. Os últimos anos mostraram que na Europa e no Mundo não há impossíveis. Isto quer dizer que em termos eleitorais houve uma sucessão de resultados, alguns muito negativos e outros positivos, que mostraram que aquele princípio inamovível de que ganham sempre os mesmos, que há uma alternância entre A e o B, em Portugal, tradicionalmente, entre o PS e o PSD, pode ser completamente ultrapassado. E, portanto, também em Chaves é possível fazer essa mudança. Não é possível por milagre, não é possível por inércia. É possível se as candidaturas que apresentam o sinal de mudança conseguirem ganhar uma dinâmica maior do que aquela que até aqui têm tido. A lista da CDU para a Câmara ainda está em construção. Já se definiu bem quem é o candidato, sou eu, já se definiu que a candidatura é da CDU e obedece a princípios de trabalho, honestidade e competência que são lema nacional da CDU. São reconhecidos o mérito e a capacidade específica que a CDU em termos autárquicos tem desenvolvido, desde pequenos municípios a municípios de grande dimensão. Mais anda. Sendo oposição está sempre disponível para enquadrar, viabilizar, participar em projetos de gestão de outras forças políticas, desde que os princípios base, trabalho, honestidade e competência, para servir as populações não sejam ultrapassados. Portanto, a grande mensagem que eu queria passar nesta entrevista é que vai haver uma lista da CDU para a Câmara com uma constituição e dimensão completamente diferentes do que têm sido, aprofundando de forma muito significativa a contribuição de cidadãos independentes que se reveem na candidatura da CDU, e, se quiserem, do Manuel Cunha a presidente da Câmara, e estão dispostos a envolver-se cumprindo um trajeto que tem existido um pouco por todo o mundo de que é possível romper com as condicionantes habituais de que estamos sempre a escolher entre duas coisas muito semelhantes. E a grande mensagem é que a CDU está nestas eleições, não para cumprir calendário, mas para lançar as raízes de um projeto novo que, mais tarde ou mais cedo, vai se poder ver na cidade e no concelho de Chaves. Vai haver um movimento forte da CDU e esse movimento vai ser a única e a verdadeira mudança, mesmo sendo com um candidato que já há várias eleições se tem apresentado.

Manuel Cunha, candidato à Câmara Municipal de Chaves pela Coligação Democrática Unitária (CDU)

Quais os princípios que defende nesta sua candidatura?

Um dos princípios norteadores da CDU, no concelho de Chaves especificamente, é ter como base um enraizamento profundo nos cidadãos, nos leitores do concelho, que se diga que o afastamento da sociedade civil da política deixou de existir. E conseguimos construir uma lista para a qual os cidadãos de Chaves vão olhar e pensar que é uma lista que reflete muito o que é a sociedade flaviense. É uma lista de pessoas que até aqui poucas vezes faziam política, uma lista de pessoas que nas suas funções profissionais têm um trabalho reconhecido e de mérito. Esse é um primeiro ponto. Segundo ponto: que tenha como ponto de honra ouvir as populações, desafiar e promover ativamente a participação. Neste momento não há nenhum sítio, nenhuma força política, nenhuma autarquia que não tenha o discurso de ouvir as populações. A questão é até onde se vai para as ouvir. Até onde se vai na provocação às populações, no desafio, o envolver, no sentido de as populações entenderem que também não podem lavar as mãos e ser só críticas do que acontece, e que encontram uma força política e que encontram, se elas lhe derem essa votação, um poder autárquico que está disposto a fazer, lado a lado, um caminho diferente. O PS e o PSD defendiam que o modelo clássico estava ultrapassado. Mas é um pouco estranho que depois destes anos todos, e são já mais de 15 anos do PSD no poder aqui em Chaves, o presidente da Câmara sinta necessidade, e bem, de voltar a falar que é preciso acabar o saneamento básico numa série de povoações. É preciso que a autarquia faça aquilo que eram as suas funções clássicas. Acessibilidades, proximidade às populações, gestão da água, aproveitar todos os recursos de água que existem no concelho e não criar um monstro de abastecimento, mas permitir aproveitar os potenciais de abastecimento de cada freguesia, de cada aldeia, de forma a que nós não percamos a liberdade de gerir a água. Traçar um caminho que permita o retorno e a autonomia da autarquia, ou, se quisermos, de uma cooperação entre as autarquias da região em que são elas que associam e decidem em conjunto e em pé de igualdade e não delegam numas Águas de Trás-os-Montes ou numas Águas do Norte as decisões, os tarifários, os projetos. E nós conhecemos inúmeras histórias desastrosas de endividamento por causa da água. A de Chaves é uma delas. Não é a pior, mas há um traço que se ouve dos autarcas de Norte a Sul. O garrote das dívidas provocadas pelo modelo da gestão da água está a estrangular as autarquias. E é preciso ultrapassá-lo na cooperação entre as autarquias e no voltar a assumir que ao contrário do que se disse nós temos mesmo uma responsabilidade das mais importantes na gestão da água. E a mesma coisa em relação aos resíduos sólidos urbanos, e a mesma coisa em relação a todas as questões que classicamente se associam às funções básicas de uma autarquia. E não a ideia de que a autarquia é uma empresa de gestão económica. Que correu mal. Uma voz ou vozes da CDU na autarquia, mesmo não sendo a força mais votada, marcam uma diferença porque são vozes para cooperar, não são vozes para fazer uma oposição cega, obstrutiva e sistemática. São vozes para criticar o que tem de ser criticado, para fazer propostas próprias que o executivo possa acolher, e para cooperar em todos os pontos de vista, sejam quais forem as forças políticas que tenham assento na Câmara Municipal de Chaves.

Na sua opinião, este executivo tem apostado mais em grandes obras e não em grandes ações?

As grandes obras, por si só, não são nenhum pecado. O que eu digo é que, e já repeti isto muitas vezes. Havia no Brasil, numa cidade do interior, não me recordo agora qual, um autarca que era tido como um autarca modelo do mundo. E honestamente não me recordo de que partido era. Mas uma vez ouvi uma entrevista dele na qual dizia: “O mais importante são as pequenas obras”. As pequenas obras na rua, no bairro, nas acessibilidades, no acesso à água, nos esgotos. Em tudo aquilo que é o que se espera que funcione bem. Quando um dia se demonstrar que tudo isso está feito, e não descurando que depois de estar feito tem de ser mantido, há todo um conjunto de outras obras que até podem cursar em paralelo. É um bom exercício ir buscar os programas eleitorais do PSD em 2001, em 2005, em 2009 e em 2013 e perceber o que é que foi concretizado e o que é que não foi. As piscinas, e eu vou sempre a esta questão, primeiro, porque as piscinas não são uma questão irrelevante, são uma questão importante, segundo, porque foi o “encher”, dizer “nós queremos umas piscinas de 50 metros, olímpicas, em cooperação com o município de Verín”. E em nome disso nunca as fizemos e nunca recuperámos em tempo útil as que tínhamos. Nem fizemos piscinas mais adequadas ao tamanho e à dimensão do concelho que pudessem servir de forma profunda o desporto escolar, mas também a cidade. Ainda hoje estamos à espera. Depois era o museu da água, que era uma solução que permitia o recurso a fundos comunitários, mas que também, tanto quanto sabemos, continua por implementar. Mais ainda. Continuam a não ser feitos os restauros das velhinhas piscinas municipais que deviam ter sido recuperadas há muitos anos. E, se calhar, vai ser a solução possível no fim, mas com tantos anos de atraso. Ou seja, mais do que apontar grandes obras é preciso fazer pequenas obras que possam chamar menos a atenção das pessoas nos jornais, mas que correspondam às necessidades das pessoas concretas nos terrenos de forma a envolver essas pessoas. É preciso de, nas freguesias, mudar o modelo, conseguir que as pessoas se envolvam de forma crescente, que as pessoas percebam que tem de haver uma cooperação entre a Câmara e as freguesias, mas que não é mau e é desejável que haja um envolvimento das populações no executar de pequenas obras e, principalmente, no ouvir aquilo que as populações necessitam.

O Hospital de Chaves tem vindo a perder várias valências. Ainda há pouco tempo surgiu a notícia de que iria deixar de haver viatura do INEM durante a noite, algo que depois não se veio a verificar. O que é necessário fazer para que o Hospital de Chaves não perca mais valências e não continue a perder mais pessoas?

Primeiro que tudo, é necessário que o Ministério da Saúde e o Governo queiram, na realidade, salvar o Serviço Nacional de Saúde (SNS). Não há ninguém que não defenda o SNS, no discurso. Depois na prática concreta isso já não se verifica. Enquanto o Governo mantiver o estrangulamento financeiro profundo e gravíssimo que existe na saúde não há soluções possíveis. Mas não é só para o Hospital de Chaves, é para qualquer Hospital público em especial do interior. A primeira questão tem a ver com a política nacional do Governo e do Ministério da Saúde. E depois há uma certa ilusão de que o haver um Secretário de Estado que é da terra ajuda a mudar alguma coisa. O concreto está a demonstrar que não muda rigorosamente nada. Pode haver algum show off, pode haver umas visitas e num ambiente que em 2017 é inaceitável. Vem o Secretário de Estado e limpa-se o Hospital todo, que não se limpa nos outros dias em que não há Secretário de Estado, mostra um nível depois que os conselhos de administração, as gestões intermédias têm num ambiente que parece do século XIX que o Eça de Queiroz retratou em muitos livros sobre um provincianismo inaceitável no século XXI. O segundo aspeto é o modelo de gestão. Chaves foi integrada num centro hospitalar contra a opinião da CDU, contra a opinião sem ouvir os profissionais, sem ouvir os autarcas, sem ouvir as populações. Esse é um caminho que é um erro estratégico e que tem responsáveis. Foi um Governo do PS e foi um Ministro da Saúde, o Dr. Correia de Campos, que sabia muto bem o que estava a fazer. Os Ministérios da Saúde e os Concelhos de Administração sempre mentiram sobre quais eram os projetos para o Hospital de Chaves. Eu sei que é muito forte dizer isto, mas sempre houve um discurso interno e um discurso para o exterior. E o discurso para o exterior era, e que é fácil dizer, reforçar as valências, reforçar profissionais, redinamizar, articular. Nunca, no concreto, vimos quase nada. As melhorias, os reforços foram muito poucos. Aquilo que se esvaziou foi muito. Esvaziou-se em tudo. Nos telefones, na lavandaria, a própria secção de pessoal do Hospital de Chaves está em risco de fechar. Na prática já há dias que funciona muito pouco. O modelo do centro hospitalar é um erro. As promessas sucessivas dos Governos e dos conselhos de administração de que iam revitalizar o Hospital de Chaves o tempo encarregou-se de demonstrar que eram mentiras. E um dia, quando se faça história, uma parte importante dessas mentiras eram deliberadas e não foram só dificuldades por não ter sido possível fazer. Eu penso que é inquestionável que não sendo fácil, e eu já defendi isso publicamente, um centro hospitalar tem de ser criado de baixo para cima. Tem de ser sentido como necessário pelas populações e pelos profissionais e a partir daí é que se cria o centro hospitalar. Mas foi feito ao contrário. Nem os profissionais do Hospital de Vila Real queriam estar ligados ao Hospital de Chaves, e vice-versa, nem os autarcas, nem as populações. Mas isso foi criado. O desmontar deste processo é muito complexo porque este processo só pode ser desmontado de cima para baixo. Porquê? Porque seja qual for a solução que se encontre não pode ser de costas voltadas. Quando era médico no Porto, no Hospital de Santo António, vinha trabalhar a Chaves, quando era médico no Centro Hospitalar de São Pedro, ou Vila Real, Peso da Régua, vinha trabalhar a Chaves, ou seja, eu sempre cooperei com o Hospital de Chaves, e coopero, independentemente do sítio onde estava a trabalhar e do modelo de gestão dos hospitais. E, portanto, se nós agora encontrarmos uma solução há uma coisa que nós já sabemos: o modelo do centro hospitalar falhou. E já não pode ter mais nenhuma oportunidade porque, não só falhou, como está a desmontar a unidade hospitalar de Chaves. E já tentaram por aqui dentro do Hospital uma unidade de cuidados paliativos que pertencesse à rede nacional que era um absurdo, uma unidade de cuidados continuados dentro das instalações do Hospital. Isto pressupõe que não veem o Hospital como o modelo de hospital distrital que a CDU tem defendido para o Hospital de Chaves.

Caso seja eleito, quais os grandes projetos que o Dr. Manuel Cunha, e que a CDU, têm para o concelho?

Uma coisa é ser eleito presidente da camara, e aí as responsabilidades são de um determinado nível. Outra coisa é, dentro da nossa perspetiva, que eu me atrevo a dizer que é dentro de uma perspetiva realista, que possamos ter uma votação tal que permita uma voz, ou vozes, da CDU na Câmara. Vamos começar do fim para o princípio. Uma voz ou vozes da CDU na Câmara podem acrescentar massa crítica. Se há uma crítica que se pode fazer a esta Câmara, e a Câmara entendida como o conjunto de vereadores, é a falta de massa crítica. Admito que o erro poderá ser meu e que a minha perceção poderá estar errada, mas quantos projetos é que os vereadores da oposição lançaram? Lançaram projetos, ou não lançaram? E desses que lançaram ou não, quantos é que a autarquia acolheu? E de que forma os vereadores do PS enriqueceram o funcionamento da Câmara. Porque essa é a perspetiva da CDU. Em Chaves, em Lisboa, no Algarve, no Alentejo. Todos devem cooperar para uma boa gestão autárquica e não pode haver vozes que sejam sempre, e apenas só, para criticar. Portanto, primeiro aspeto: o projeto da CDU elegendo voz ou vozes na Câmara é um projeto de assumir isso como uma enorme responsabilidade, e não como “nós somos os vereadores derrotados e a partir de agora nós lavamos as nossas mãos”. Podem sempre contar com esse projeto. E aproveito para dizer uma coisa. Sempre ouvi uma jogada que não é muito honesta do ponto de vista dos partidos, quer do PSD, quer do PS, que dizem: “Ai o Manuel Cunha, perdia-se um bom médico e provavelmente não se ganharia um bom político” ou “o político que ele fosse nunca faria uma função tão boa como faria como médico”. Esse é um discurso que é útil para no fundo dizer: “Eh pá, eu até podia votar na candidatura da CDU, no Manuel Cunha, mas não voto porque senão ele ainda ganha e perde-se um médico bom”. Há muitas, espero eu, soluções em termos de primeiro, se eu for eleito em termos de vereador posso manter a atividade clínica; segundo, a minha atividade clínica vai ter um horizonte de fim, seguramente, porque há-de chegar o tempo da minha reforma. E o serviço, neste momento, já tem profissionais em formação, até profissionais que são de Chaves, e que vão assegurar sempre uma continuidade se for alguma razão de uma forma gradual eu pudesse exercer mais atividade política. Mas, o que não me parece que seja muito corretor, é a forma como ao longo destes anos eu sempre ouvi este discurso recorrente. Depois, como presidente da Câmara. É muito mais complexa a situação de alguém que não foi vereador de repente por uma mudança eleitoral muito profunda chegar a autarca. A primeira coisa, e muito importante, é ouvir e identificar profundamente todos os problemas, fazer um levantamento das questões essenciais. E esse levantamento só é possível sendo poder. Há vários aspetos em que é preciso identificar questões essenciais. E depois volto sempre ao discurso. E perceber que as questões essenciais são as pequenas, perceber que há uma questão de fundo que tem de se resolver que é a questão da água. Mas esta é uma questão que a CDU já denuncia há muito tempo. E é evidente que todo o imbróglio jurídico que existe não é fácil de resolver. Agora, seguramente que a solução para a questão da água passa também por questões nacionais de políticas de governos em relação à água, passa por cooperação com as outras autarquias e passa por ter rasgo e frontalidade para não ter medo de enfrentar a situação. Neste momento uma grande parte da água que vem para o concelho de Chaves vem dos Pisões. É uma água de grande qualidade. Mas será que foi uma estratégia correta abdicar ou deixar degradar as nossas estruturas de recolha de água? Se de repente há um acidente grave ou qualquer coisa com a barragem dos Pisões, como é que fica a autarquia? Por outro lado, enquanto é que enfraquece a autarquia ter esta posição de dependência completa. Portanto, aproveitar ao máximo os recursos dentro de parâmetros de qualidade de água. Por exemplo, vamos ver o que fez a União Europeia. Foi desenvolvendo em nome do medo das populações às águas contaminadas um critério de normas e de leis tão rígidas em relação aos controlos da água que na prática os custos associados, e às vezes nem são os custos, mas sim a logística, dificultam imenso que cada freguesia tenha a sua própria captação de água. O pensamento da CDU é sempre o de não perder a autonomia da água, não perder os nossos recursos de água. A barragem das Nogueirinhas foi construída muito na perspetiva do abastecimento de água. São investimentos que são feitos e que depois não têm um fio condutor. Seguramente que as soluções pelam pela água, e é uma questão essencial, não só deste município, mas de todos. E a CDU está tranquilíssima nisso porque foi a única força política em termos nacionais, locais, regionais que disse que este caminho era o caminho errado. Resumindo, levantar todos os recursos de água do concelho, encontrar forma de os otimizar e encontrar forma de aproveitar tudo o que foi construído, senão parecemos todos malucos.

Maura Teixeira

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