A Novo Lítio, empresa mineira australiana que está há cerca de um ano a fazer a prospeção de lítio no concelho de Montalegre, entrou em litígio com a Lusorecursos, empresa à qual foi atribuído originalmente o direito de prospeção, alegando que esta não terá desenvolvido esforços junto do Governo para efetivar uma licença de exploração e o pedido para seis outras licenças, e ainda de não as ter transmitido à empresa australiana, como teria sido acordado.

Em causa está um contrato assinado em 2012 no qual foi atribuída titularidade à Novo Lítio, na altura Dakota Minerals, tendo esta então realizado trabalhos de prospeção que levaram à identificação de recursos de lítio em Montalegre. Este facto levou ao anúncio da possibilidade de um investimento de cerca de 370 milhões de euros na construção de uma fábrica que originaria 200 postos de trabalho, algo que agradou a Orlando Alves, presidente da Câmara Municipal de Montalegre, que agora se demonstra preocupado com a situação de litígio entre as duas empresas: “[Só posso] manifestar o meu constrangimento por ver como uma oportunidade simpática e de valor para o território, e também para o país, pode eventualmente estar a ser desperdiçada com estas teias de conflitualidade e de resolução porventura jurídica. Lamento e tenho pena que, pela primeira vez desde há muitos anos quando aparece um filão que pode figurar a sustentabilidade do desenvolvimento do território e que pode também constituir uma mais-valia para a economia nacional, estas coisas estejam a acontecer”.

Prospeção em Chaves e Boticas

Enquanto o processo em tribunal se resolve, num prazo que a mineira australiana espera ser de três meses, a Novo Lítio investiu já em mais pacotes de licenças de prospeção: uma em Chaves, e outra na localidade de Limarinho.
Também Boticas tem estado debaixo do olhar atento de empresas mineiras, desta vez com a Savannah, sediada em Londres, a obter a licença de prospeção de lítio na Mina do Barroso.

Maura Teixeira

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