Primeira parte desinteressante não deixou saudades. Lisboetas reentraram a surpreender, por Fredy, mas resposta flaviense foi rápida e William igualou o encontro.

Ciclo negativo ficou para trás com o empate caseiro com o Belenenses, num jogo atípico em que os visitantes montaram uma teia difícil de ultrapassar e obrigaram os flavienses a trabalharem muito para evitarem a derrota e mais uma surpresa na Liga.
Numa série negativa de resultados, com quatro derrotas consecutivas, Luís Castro surpreendeu no onze apresentado, com quatro mudanças. A começar na baliza, António Filipe entrou para o lugar de Ricardo. Na defesa, Domingos Duarte regressou após castigo para o lugar de Nuno André Coelho, enquanto Davidson jogou mais recuado no lado esquerdo, no lugar de Furlan. Jefferson recuperou ainda o lugar no meio campo, rendendo Eustáquio.
Já no moralizado Belenenses, após bater em casa o FC Porto, Silas promoveu duas alterações no onze inicial, com Geraldes e Yazalde a serem titulares, para os lugares de Gonçalo Silva e Licá.

Espaços fechados e jogo morno
Com uma postura defensiva, com cinco defesas, três médios e dois homens mais avançados, os lisboetas fecharam bem os caminhos da sua baliza. A primeira parte não deixou grande saudades.
Os transmontanos pegaram no jogo, tiveram mais posse de bola, mas foi sempre muito difícil encontrar espaços para criar perigo. Mesmo com os laterais projetados, com Paulinho e Davidson à procura de roturas, a bola nunca chegou em condições ao último sector.
Felizmente havia Matheus Pereira para dar um ar da sua graça. O extremo que pertence ao Sporting procurou nunca se esconder do jogo, nem sempre da melhor forma, mas aos 24 minutos deu o primeiro sinal de perigo, ao fletir da direita para o meio e a atirar muito perto do poste.
De imediato responderam os visitantes, que praticamente apenas atacavam em transições. Nathan, num movimento semelhante, rematou também cruzado, e também ao lado, da baliza de António Filipe.
Mas até ao intervalo era o Chaves que mais procurava o golo. Aos 29 minutos, Paulinho conseguiu finalmente ganhar a linha de fundo e serviu Pedro Tiba na perfeição, mas o cabeceamento do capitão saiu ao lado. Na melhor fase, Matheus Pereira tentou aos 39 minutos mais uma vez de meia distância, mas o remate saiu ao lado.

 

Finalmente a emoção… e os golos
Insatisfeito com o ritmo de jogo da sua equipa, Luís Castro mexeu de imediato no reatar da partida, com Jefferson a dar o lugar a Stephen Eustáquio, entrando um médio mais ofensivo.
Mas o primeiro sinal mais foi dos visitantes, com uma boa jogada do Belenenses em que Yazalde se isolou perante António Filipe, que fechou a baliza duas vezes, pois na recarga negou também o golo a Nathan.
Não se deixou ficar atrás André Moreira que respondeu com uma defesa importante e difícil, pouco depois, quando Bressan isolou William em plena área, mas o guarda-redes do Belenenses defendeu com o pé esquerdo.
Com o jogo mais agitado, e, por isso, incerto, acertou em cheio Silas na primeira alteração, quando lançou Licá em jogo.
O avançado isolou-se logo aos 61 minutos, mas António Filipe voltou a fechar a baliza. No entanto, aos 63, o português cruzou, o guarda-redes do Chaves não resolveu à primeira e Fredy aproveitou para inaugurar o marcador.
A reação foi imediata e também ela eficaz. Luís Castro mexeu e lançou Platiny para o lugar de Perdigão. Numa bola parada, a bola sobrou em plena área para William e o avançado não desperdiçou, atirando a contar e igualando tudo novamente.
A segunda parte estava diferente, para melhor, e as equipas, mais soltas, mostravam condições para marcar. Era o Chaves que mandava no encontro, mas isso não significava que os visitantes não estavam vivos.
Aos 68 minutos, Licá voltou a ficar perto do golo, ao isolar-se pela esquerda, mas o remate cruzado saiu ao lado. Do outro lado, Bressan tentou de pé esquerdo num remate repentino que André Moreira teve de defender de recurso.
Com mais coração do que cabeça, o jogo foi-se desenrolando até o fim. O Chaves esteve mais perto da baliza de André Moreira, é verdade, mas sem capacidade para incomodar mais a baliza visitante.

Diogo Caldas

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