Flavienses arrancaram mal e terminaram em festa. Reviravolta justa deu regresso aos triunfos. Apostas ganhas de Luís Castro foram decisivas.

O Desp. Chaves regressou às vitórias na Liga ao derrotar por 4-2 o Paços de Ferreira, que até começou a vencer, mas somou o primeiro desaire da era Petit. Platiny, que bisou, Maras e Jorginho, todos em estreia a marcar no campeonato, foram os marcadores de serviço.
Com duas derrotas consecutivas na Liga no registo, no Sporting e em Braga, Luís Castro voltou a mexer na sua formação, com o meio campo a ter a entrada de Pedro Tiba, que pôde voltar a ser opção e rendeu Patrão, e de Jefferson, que substituiu o lesionado Filipe Melo. Já na frente Hamdou foi lançado para o lugar de Matheus Pereira.
Estavam todos os ingredientes preparados para uma partida interessante e aberta. Os ‘castores’, moralizados, entraram atrevidos e a jogarem o ‘jogo pelo jogo’, tal como a equipa da casa, à procura do regresso às vitórias. A juntar a isso, após um mês de jogos sempre fora de casa, havia fome de bola em Trás-os-Montes.
Mas esse equilíbrio durou apenas cinco minutos, por ‘culpa’ do golo dos visitantes. Uma transição perfeita que ditou o golo bem cedo. Xavier levou a bola para o ataque e serviu Mabil, que pela esquerda cruzou na perfeição para o segundo poste onde Welthon finalizou.

Dos nervos à festa
A partir deste momento, e como que satisfeita com o resultado, a equipa do Paços de Ferreira mudou de postura e tornou-se defensiva. E praticamente só deu Desp. Chaves no que restou da primeira parte.
Mesmo sem um futebol vistoso, era a equipa da casa que mandava e criava perigo. Com a ala direita em alta rotação, onde se destacava Hamdou, o extremo líbio serviu aos dez minutos Jefferson, que de cabeça atirou ao lado.
Depois, aos 13, dupla situação por Tiba que aparecia bem posicionado mas com má pontaria. Desta vez rematou por cima e aos 20, após jogada de Davidson, também à entrada da área e sozinho, disparou ao lado.
A melhor situação de golo aconteceu contudo aos 27 minutos. Hamdou novamente na jogada, a servir Davidson, mas este a rematar para defesa apertada de Mário Felgueiras, e Tiba a não conseguir a recarga apesar do remate acrobático.
Havia nervosismo e até falta de acerto, mas não faltava vontade aos transmontanos. O prémio veio já aos 34 minutos, num canto de Bressan que Nikola Maras finalizou de cabeça, num golpe colocado que permitiu à equipa de Luís Castro respirar de alívio ao anular a desvantagem.
A vontade de vencer não ficou por aqui e começou até com um sinal do banco de suplentes. Face à lesão de Djavan, o lateral esquerdo passou a ser Davidson e Luís Castro lançou em campo Jorginho, extremo. Já ao intervalo, foi Patrão a aquecer para dar lugar a Jefferson, com o técnico a dar lugar a um médio mais ofensivo.
Era uma vontade inequívoca de reverter o resultado e Platiny completou esse desejo. Aos 48 minutos, o brasileiro aproveitou da melhor maneira uma bola na área tocada por Jorginho e consumou a reviravolta no encontro.
O segundo golo dos transmontanos teve o efeito de voltar a tornar o encontro mais dividido. Isto porque o Paços de Ferreira tinha agora de correr atrás do prejuízo e voltava a ser perigoso.

Dois golos de vantagem é sempre melhor que apenas um
A resposta foi boa e a melhor situação dos pacenses foi aos 59 minutos, com Welthon a aproveitar uma bola do meio da rua e a disparar para grande defesa de António Filipe. Aos 63 minutos, é Miguel Vieira a subir mais alto num canto mas a ver o guardião flaviense a segurar a vantagem a defender de forma segura.
O atrevimento dos visitantes colocou em sentido o Desportivo de Chaves que voltou a ligar-se à corrente. Numa segunda parte de maior eficácia, Platiny apresentou-se como o herói da tarde ao cabecear certeiro aos 68 minutos, após cruzamento de Paulinho.
O golo ganhava importância acrescida pois nem dois minutos depois, João Góis relançava para o Paços de Ferreira um jogo que parecia perdido. Um mau momento defensivo do Desportivo de Chaves, que o lateral aproveitou para bater António Filipe.
Cabia a Petit arriscar, agora que estava a perder, e lançou Bruno Moreira na frente de ataque.
O jogo, aberto, teve mais momentos de golo nas duas balizas. Aos 77, Bressan tirou em demasia as medidas à baliza de Mário Felgueiras e atirou a contar num livre direto que esbarrou no poste.
Na resposta, Bruno Moreira podia ter sido o herói para a sua equipa, mas não correspondeu da melhor maneira ao cruzamento de Mabil e atirou de cabeça para fora.
Era dia de estreias a marcar em Chaves, para os flavienses, e Jorginho teve também o seu momento. Num ataque rápido aos 82 minutos, iniciado por Hamdou, este deu para Tiba que isolou Jorginho pela direita, e este, mesmo sem muito espaço, rematou cruzado e a contar para novo golo da tranquilidade.
Os dois golos de vantagem no marcador, desta vez, foram suficientes para dar serenidade ao resto do jogo dos transmontanos.

Diogo Caldas

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