A Voz de Chaves: Que equipa é esta do Salto que se sagrou campeã?
Marinho: É uma equipa com muitas limitações de trabalho, e de atletas. Cometemos um erro no inicio, por causa das idades do atletas, pois apenas se pode utilizar três jogadores sub-20 por jogo. Tínhamos também um plantel curto e ainda por cima a fazer poucos treinos por semana. Normalmente a equipa tinha seis, sete atletas por jogo, e, por isso, as condições não eram as ideais. Fomos remendando a equipa, e inesperadamente agarramos as oportunidades que nos deram.

Mas foi uma aposta que deu frutos…
Era a equipa que menos se apostava nela no campeonato, e que no ano passado tinha sida penúltima classificada. No entanto, foram-se levando dois, três jogadores à equipa sénior e eles foram crescendo, pois a equipa sénior também precisava de jogadores. Fomos puxando o lençol de um lado para o outro. Foi uma aposta no que havia, não se andou a convidar atletas, foi o que apareceu. Esta equipa foi formada numa semana.

O futsal tem dado títulos ao clube…
É verdade, mas ainda há muito para fazer a nível de clube. Os clubes da região têm de pensar nas modalidades de pavilhão. É uma guerra que tenho há muitos anos, nos clubes que passei nesta região, no Vilar Perdizes, no Boticas e agora no Salto. Gostam de ter equipas de pavilhão mas não se aposta. Esperamos que agora haja uma aposta maior, que seja um grito das gentes de futsal, que não temos nada contra futebol 11 mas não queremos ser usados como benefícios de outros escalões. O futsal tem de ter o seu espaço, não é futebol em miniatura. O futuro no interior do país passa pelos pavilhões, pois ainda tivemos há pouco tempo neve e conseguimos treinar na mesma. Nota ainda para o fair-play no jogo decisivo, com duas belas claques, e é isso que o futsal precisa. Parabéns ao Montalegre, que são vice-campeões, eram os campeões em título e bateram-se também.

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