Sem receber desde Outubro, o plantel do Desportivo de Chaves, representado pelos três capitães, compareceu na sala de imprensa para alertar a cidade e pedir a intervenção de quem possa ajudar o clube.

No final da partida que resultou num empate a zero bolas entre o Chaves e o Pontassolense os três capitães do Grupo Desportivo de Chaves compareceram na sala de imprensa do Estádio Municipal de Chaves. Alertando para os salários em atraso, o plantel flaviense pede a ajuda da cidade para que o clube possa sobreviver.

“O último ordenado que recebemos foi relativo ao mês de Outubro. Não é fácil lidar com a situação e há jogadores que de manhã não têm dinheiro para tomarem o pequeno-almoço”, afirmou Ricardo Rocha, capitão do Desportivo.

Deixando claro que esta situação não serve de desculpa para os resultados desportivos, Ricardo Rocha começou por abordar as condições de trabalho. “Não treinamos há dois meses neste campo, é impossível jogar futebol neste campo”, revelou.

Em nome de todo o grupo de trabalho o capitão dos flavienses deixou um apelo à cidade. “Queríamos fazer um apelo para quem realmente gosta do clube que o ajude porque a situação está a chegar ao limite”, atirou. “Apesar de todo o esforço das pessoas que estão à frente do clube, que nós acreditamos que fazem um esforço para contrariar as dificuldades, sozinhas também não é fácil. Fazemos um apelo às pessoas para que ajudem o clube, porque só assim pode ir para a frente”, concluiu assim Ricardo Rocha.

Jogadores “não atiram toalha ao chão”

Apesar das enormes dificuldades que o clube vive, e que são agora expostas pelo plantel do Desportivo, o capitão do clube de Chaves garantiu que não vão deitar a toalha ao chão. “Sabemos que é difícil mas ninguém desiste”, afirmou, realçando a razão do aparecimento na sala de imprensa. “As famílias não vivem de ar e vento, nós estamos aqui, desde Outubro que não recebemos, e não é fácil viver assim. Não é questão de bater com a porta, é a questão de ter de sobreviver”, alertou.

“Nós temos tentado remar para a frente. Mas em relação aos nossos adversários estamos um pouco atrás, a nível de condições, de tudo. Nós sentimos as dificuldades no dia-a-dia, para treinar, temos que ir para fora e levar o nosso carro”, confessou Eduardo, lateral do Chaves.

“Só queremos que as pessoas apoiem o clube, que puxem todos para o mesmo lado. Não vamos deitar a toalha ao chão. Somos profissionais e mesmo que as condições não sejam as ideais nós vamos sempre tentar o máximo”, concluiu Eduardo.

Diogo Caldas

(Notícia actualizada)

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2 comentários

  1. Caetano Nascimento on

    O problema é que grande parte dos Flavienses preferem apoiar o Benfica que o Grande Chaves.
    Onde estão os milhares de Flavienses que se deslocaram ao Jamor?
    Mesmo acabando os verdadeiros Flavienses vão estar lá e esses eu sei quem são.
    Força magico GD.Chaves

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