Iniciaram no passado dia 7 os trabalhos de recuperação do castelo de Montalegre. Depois de vários anos de impasse, a “sala de visitas” do concelho promete reforçar o impacto turístico da capital do Barroso. As obras, avaliadas em 1,5 milhões de euros, devem terminar dentro de dois anos.

O castelo de Montalegre vai sofrer uma profunda remodelação indo ao encontro de uma velha aspiração do executivo municipal e, por arrasto, de todos os barrosões. A intervenção arqueológica arrancou esta segunda-feira, facto que marca o arranque oficial da operação “Castelos a Norte”.
Este projeto visa intervir nos castelos raianos da região Norte: Montalegre, Monforte de Rio Livre (Chaves), Outeiro (Bragança), Mogadouro e Miranda do Douro. De referir que a Direção Regional de Cultura do Norte (DCN) explicou que os projetos de revitalização incidem sobretudo em ações de recuperação, divulgação e promoção turístico-cultural. Pretende «potenciar o usufruto dos monumentos pela população local e pelos turistas que acorrem à região cada vez em maior número».
O conjunto de cinco castelos abrangidos por esta operação «constituem um valor patrimonial, histórico e artístico relevante, tendo em consideração o ponto de vista da arquitetura militar, do património ou da sua própria história, que se confunde com a história de Portugal». Dizer que estes monumentos foram fundados na Idade Média, no início da nacionalidade, e, para a direção regional, «tiveram um papel importante na organização territorial e na proteção da fronteira nacional».
A DRC Norte referiu ainda que estas fortificações com origem medieval foram objeto, ao longo dos séculos, de obras de manutenção e adaptação, nomeadamente à utilização de armas de fogo a partir do século XVI com a construção de fortificações abaluartadas. “Castelos a Norte” é um projeto cofinanciada pelo Programa Norte 2020.

Redação/CM Montalegre

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