Tal como na época anterior, os barrosões chegaram à decisão do campeonato e desta vez levaram a melhor, batendo a Diogo Cão e festejando o título distrital, bem como a subida à 2ª Divisão Nacional de Futsal.

Plantel GDC Salto 2017/18 Marcelo, Tomás, Gigi, Manel Fechas, Isac, João Miguel, Rui Madeira, Cristiano, Nuno Mota, Esteves, Miguel, Pedro Freitas, Ganilha e Hélder T: Marinho T. Adj: Júlio Carneiro T. Adj: Paulo Sampaio Diretor: Fábio Alves

O fim de tarde do passado sábado em Boticas, casa do GDC Salto, foi de festa para os barrosões, com a conquista do título.
Para o director do Grupo Desportivo e Cultural de Salto, Fábio Alves, os novos campeões foram “a melhor equipa”. “Já desde a fase regular do campeonato, mostrámos que éramos superiores a todos, e por isso só tínhamos mesmo que vencer e ser campeões”, destacou.
“Apesar da Diogo Cão ser uma equipa fortíssima, na fase regular não nos causou grandes problemas, mas neste apuramento de campeão mostrou ser uma equipa bastante forte e à altura do Salto e precisamente por isso foram necessários três jogos para os conseguir bater”, lembrou ainda Fábio Alves, agradecendo também o apoio da ‘fervorosa‘ claque do GDC Salto.

Capitão Nuno Mota já acreditava no sucesso

Com 38 anos, mas sem final de carreira à vista, pois “a vida regrada” deixa-o com “condições para continuar a ajudar”, Nuno Mota confiava no sucesso deste grupo de trabalho.
Para o capitão, “com muito trabalho e empenho de todo o grupo sabíamos que podíamos fazer coisas interessantes”.
“Foram dois anos absolutamente fantásticos. O mérito é de todos os que direta ou indiretamente fazem parte desta equipa”, destacou, dedicando “esta subida a todos os saltenses, em especial à minha filha, à minha esposa e, sobretudo, ao meu irmão Óscar que teve um ano muito difícil devido a um problema de saúde grave mas que, felizmente, conseguiu ultrapassar”.

 

Manel Fechas feliz por vencer na sua terra

Tal como Nuno Mota, Manel Fechas é um ‘filho da terra’ que ajudou o clube a ganhar títulos. Por isso, “ser campeão pelo Salto clube da minha terra e do meu coração é fantástico”.
“Não foi fácil, a época foi bastante preenchida e o cansaço físico e psicológico a certa altura sentiu-se bastante em grande parte do plantel mas quando tens as melhores pessoas possíveis dentro do balneário e fora dele tudo se supera e foi isso que aconteceu. Ver a forma como as pessoas de Salto e também de Boticas viveram isto e a enorme alegria que demonstraram pelo nosso feito deixa qualquer um de coração cheio”, destacou o barrosão de 25 anos.

Do Brasil para Trás-os-Montes, Vanderson foi peça fundamental

Ainda júnior, mas com golos e jogadas de qualidade, o brasileiro Vanderson, já desde pequeno em Trás-os-Montes, foi importante na caminhada do Salto, sendo um dos reforços para esta época.
“Mesmo sendo júnior, a equipa sénior acolheu-me de braços abertos e a cada treino ajudaram-me a evoluir como jogador e pessoa. Só tenho de agradecer a todos, pois ainda tenho muito a aprender para crescer no futsal”, confessou o jovem de 19 anos, que realçou ter sempre acreditado na conquista do título.
O jogador que já esteve ligado ao Rio Ave tem um objetivo na carreira, poder chegar à 1ª Divisão de Futsal: “sei que para chegar lá terei de trabalhar cada vez mais e mais”.

 

5 perguntas a Marinho, treinador do GDC Salto

“Toda a gente concorda que fomos a equipa mais regular”

A Voz de Chaves: Duas épocas consecutivas na luta e agora o título…
Marinho: O Salto já tinha conquistado um título este ano, a Supertaça, o primeiro troféu da época. Não fomos à final da taça distrital por culpa de alguém. Nossa e de mais alguém… No campeonato dominámos toda a fase regular, nos Play-off as coisas foram mais difíceis, mas soubemos ultrapassar. Tivemos sempre uma grande ambição no campeonato, pensámos jogo a jogo, a pensar que o seguinte era o mais difícil e foi um dos grandes trunfos. De salientar o fair-play do adversário, só no futsal é que pode acontecer, não ser culpa do árbitro uma derrota. A Diogo Cão soube estender a mão e desejar felicidades para o futuro.

Foi difícil manter a equipa sempre no topo?
Ficou-nos um amargo de boca da época anterior, ficámos a segundos de sermos campeões frente ao Carrazedo Montenegro. O objetivo este ano foi o mesmo, não escondemos desde início, de ganharmos todos os jogos e sermos campeões. Não conseguimos vencer todos os jogos, mas conseguimos ir subindo, patamar a patamar, crescendo como equipa e toda a gente concorda que fomos a equipa mais regular.

Esperava esta evolução da equipa?
O Salto há dois nos seniores foi penúltimo. Os juniores tinha sido último. Os seniores no ano passado jogaram duas finais, taça e campeonato, este ano foram campeões e venceram a Supertaça. Os juniores este ano foram campeões e foram à final da taça. Houve um aperfeiçoamento da equipa, mas, claro, de último para primeiro foi um crescendo enorme.

É um triunfo importante para o futsal na região do Barroso?
Quando se ganha há mais apoio, como é em qualquer clube. Isso dá-nos sempre um alento para continuarmos a trabalhar. Em Trás-os-Montes as modalidades ideias são as de pavilhão. O Salto merece ter um pavilhão e acho que o vai ter, e esse era um grande objetivo, para sensibilizar os responsáveis para isso, e penso que foi conseguido. Olhando para as condições climatéricas da região, o futuro passa por ai, não só para a prática do futsal, mas de qualquer outra modalidade ‘indor’.

É o seu regresso aos títulos…
Pessoalmente, este foi o ano com mais êxitos desportivos. Não foi dos anos mais fáceis, nem com melhores condições. Pensei que este seria o ano certo para parar, mas acho que ainda tenho mais para ganhar. Após três dobradinhas ao serviço do GD Boticas, e de uma subida da 3ª Nacional à 2ª Divisão Nacional, esta época no Salto alcançamos a supertaça e campeonato, e nos juniores o campeonato distrital e participação na Taça Nacional.

Diogo Caldas

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