Em entrevista ao jornal A Voz de Chaves, na passada terça-feira, dia 3, o presidente da Câmara Municipal de Chaves fez um convite a todos os flavienses, e também a quem é de fora, para que celebrem as festas do município, que têm início esta sexta-feira, dia 6, e que decorrem até domingo, dia 8, mas tocou também noutros pontos de interesse da população relacionados com a saúde, economia local, o ensino superior, entre outros.

A Voz de Chaves: Comemora-se neste fim de semana o Dia da Cidade e do Município. Tendo a autarquia a responsabilidade da organização e promoção deste dia festivo, o que vai ser proporcionado aos flavienses e a quem visitar o concelho por estes dias?

Nuno Vaz: Queremos aproveitar a comemoração do Dia do Município para transmitir às pessoas um ambiente de alegria, de festa, de orgulho no nosso concelho e nas nossas gentes. Este ano preparamos um fim de semana de comemoração alargado, com um conjunto de atividades lúdicas, recreativas, musicais, culturais. Queremos festejar com os habitantes do concelho, da cidade e das freguesias e permitir que se sintam bem, sintam orgulho em ser flavienses. Sabemos que, durante o fim de semana, as noites e os dias serão esplêndidos que convidarão a sair de casa, para que possa ser apreciada a beleza da cidade, o esplendor do rio, onde será possível ouvir um concerto da Cuca Roseta, para os amantes do fado ou então um artista nacional de música pop, como o Fernando Daniel.
No dia 8, queremos que as pessoas possam percorrer as ruas, ouvir os sons da cidade, conhecer muitos dos artistas que nós temos na nossa terra, não esquecendo as cerimónias oficiais, que terão uma só vertente ao ar livre, de forma a dar um registo público do reconhecimento da autarquia para como um conjunto de cidadãos que, nas mais variadas áreas, se evidenciaram.
Ao final do dia, em colaboração com a Junta de Freguesia de Santa Maria Maior, iremos ouvir a Lenda da Moura da Ponte, num espetáculo multimédia e pirotécnico.

 

Este ano as condecorações irão ser feitas em moldes diferentes…
Entendemos que se nós estamos a celebrar o Dia da Cidade e dia do concelho, se nós estamos a celebrar o dia do flaviense, não há melhor forma do que ele sentir que efetivamente este dia é para ele e que é dele. E, por isso, em vez de termos as comemorações oficiais fechadas dentro de quatro paredes, dentro de muros, o que nós queremos é trazê-las para a rua. E, portanto, vamos levar as comemorações para a comunidade. Queremos realizar as comemorações junto aos Paços do Concelho e no jardim da Torre de Menagem, de forma a permitir que as pessoas, os cidadãos, todos os flavienses, se possam associar a esta festa, nestas comemorações e de forma a vivenciá-las de forma mais intensa.

 

Estando a comemorar o dia do concelho, quais as principais medidas tomadas e a tomar na relação com as freguesias?

Defendemos que é importante que haja coesão territorial. É importante que o concelho seja visto como um todo. Naturalmente com singularidades, com especificidades, temos uma zona mais urbana, uma zona mais rural, temos naturalmente cidadãos e atividades económicas espalhadas pelo concelho muito diferenciadas. Mas queremos, cada vez mais, que todos se sintam cidadãos de primeira, que todos sejam flavienses de primeira. E nesta perspetiva entendemos nós, e estamos a cumprir, que era importante que as freguesias, que são, digamos, a estrutura administrativa de cariz municipal mais próxima dos cidadãos, que mais rapidamente podem responder àquilo que são as necessidades dos cidadãos, tenham maior capacidade. E, por isso, decidimos, e já foi aprovado na Assembleia Municipal, o apoio financeiro às freguesias no ano de 2018 para que elas possam ter uma capacidade financeira acrescida para poderem fazer coisas absolutamente essenciais, como, por exemplo, beneficiarem os arruamentos, limparem as praças, poderem ter centros de convívio, fazerem aquilo que os cidadãos mais demandam, porque consideramos que as autarquias locais, neste caso particular as freguesias, que são conhecedoras dos problemas das necessidades maiores dos seus fregueses, possam responder-lhes adequadamente e em tempo útil. É isso que nós pretendemos.

Recentemente a autarquia aprovou o apoio à produção pecuária, medida esta que estava no seu programa eleitoral. Na sua opinião, o setor primário é um elemento importante na estratégia política de desenvolvimento do concelho?

Eu sempre entendi que aquilo que era a estratégia de desenvolvimento do concelho estava manca. E estava manca porquê? Porque os executivos pretéritos olhavam sempre para uma estratégia de desenvolvimento esquecendo-se de cerca de 85% do território. O discurso político autárquico nunca esteve informado por aquilo que nós temos de mais relevante. Nós temos uma parcela importantíssima do território onde se desenvolvem atividades relevantes, como são as atividades agrícolas, pecuárias, ou de outra índole que ganham cada vez mais expressão como, por exemplo, os frutos vermelhos, a castanha, o que nos faz olhar de forma global para o território e a valoriza-lo como um elemento chave na estratégia de desenvolvimento local.

 

A atração de novos investimentos é outro elemento-chave para a estratégia de desenvolvimento. Nesse capítulo, existem boas perspetivas de novos investimentos no Parque Empresarial?
Entendemos que temos um desafio maior. O coletivo nacional está hoje perfeitamente consciente que o desafio maior é o da demografia. Todos sabemos, e têm sido desenvolvidos trabalhos estatísticos sobre isto, é que de facto a população nacional tenderá a diminuir de forma muito significativa até 2050. Os piores cenários dirão que Portugal terá entre sete a oito milhões de habitantes nesse ano, significando que terá cerca de dois milhões de habitantes a menos. Se esta situação é crítica enquanto solução nacional, essa questão ainda é muito mais crítica, ainda é muito mais preocupante no que diz respeito aos territórios do interior em que a diminuição demográfica é maior. Nessa perspetiva temos estado a desenvolver incursões empresariais no sentido de conseguirmos, de alguma forma, fazer evidenciar as vantagens competitivas em termos territoriais e regionais de Chaves. Felizmente neste momento temos algumas solicitações de investimento no território. Esperamos que se concretizem a curto prazo, para que efetivamente nós possamos ter empresas que possam gerar algumas dezenas de postos de trabalho. Isso será relevante porque se nós conseguirmos que essas quatro ou cinco empresas se fixem, se aquilo que neste momento são intenções, se traduzirem em investimento e se traduzirem na criação de empresas e de postos de trabalho, pensamos nós que será indutor necessário. Terá certamente um contágio positivo muito relevante no sentido de que aquilo que se percebe que está acontecer que é alguma vontade de deslocalização de empresas do norte da Galiza para o norte de Portugal se possa concretizar e que Chaves também possa ter aí um papel decisivo, no sentido de fixar essas empresas que entendem que a nossa cidade pela sua centralidade rodoviária, pelas condições de mão-de-obra existente, pela capacidade de formação, pelo incentivo fiscal, pelo baixo custo do terreno, todas essas serão razões para que efetivamente possamos atrair mais investidores.

 

Estando concluído o primeiro semestre do ano, e dada a importância que o termalismo tem para a economia local, já é possível conhecer os primeiros dados no que diz respeito ao número de aquistas?

Na semana passada tivemos a oportunidade de apresentar a estratégia de desenvolvimento para o Alto Tâmega. E, claramente, um dos elementos-chave desta estratégia tem a ver com o termalismo e com o turismo. Nós queremos que o termalismo tenha não só essa grande importância no que diz respeito ao turismo, e foi também por isso que nós criámos, no âmbito da empresa municipal de gestão das Termas, um conselho estratégico de desenvolvimento do turismo de base termal. Entendemos que o nosso principal ativo, em termos económicos, são as Termas. A nossa água termal é muito importante não só nessa visão de saúde e de bem-estar e, portanto, aquilo que nós associamos às Termas, e é muito importante que nós possamos ganhar mais relevância e ser mais afirmativos, quer no que diz respeito ao termalismo terapêutico, mas também queremos que se afirmem nessa outra visão mais ligada ao turismo, que é o tal termalismo de bem-estar para que as termas sejam quase que o pivô, quase que o dinamizador de todo este turismo interligado necessariamente com a hotelaria, com a gastronomia para que esta se associe às termas na criação de roteiros gastronómicos de comida saudável.
Queremos também criar em Chaves um espaço de investigação relacionado com as propriedades terapêuticas da água, para que possamos verdadeiramente fazer a afirmação da relevância terapêutica da nossa água termal. Falamos da água enquanto elemento fundamental para a cura, também como elemento agregador em termos de turismo de base termal, mas queríamos também que a água quente pudesse ser um elemento fundamental na nossa política energética. Ou seja, gostaríamos que Chaves pudesse ser conhecida em Portugal e no mundo como sendo a cidade que fez um aproveitamento geotérmico adequado, inteligente, racional.
No que diz respeito aos dados sobre a utilização das Termas, constatamos com satisfação que, comparativamente ao período homólogo, houve um aumento do número de aquistas e, ao nível da faturação, um aumento de 14%.

 

Relativamente ao Museu das Termas Romanas, um assunto que tem preocupado e muito os flavienses. Qual é a perspetiva de abertura deste equipamento ao público?

Costumo dizer que este executivo tem vários nós para desatar. Um dos nós que entendemos que é importante desatar é efetivamente as Termas Romanas. Sempre tivemos uma perspetiva crítica relativamente àquilo que foi o processo de conceção, mas, sobretudo, o processo de execução relativamente à obra que hoje está conhecida como Museu das Termas Romanas. Não há nenhum flaviense que se identifique com a solução estética, sobretudo ao nível da praça. Há muito poucos flavienses que se identifiquem com a solução construtiva e funcional de se ter feito uma espécie de um bunker, e, de facto, há ainda menos flavienses que entendam como foi possível fazer um investimento dessa magnitude sem que os técnicos e os decisores políticos tenham percebido que havia uma questão crítica que tinha a ver com a circunstância de neste espaço haver água quente que gera condensação.
Logo que assumimos o mandato tivemos a oportunidade de tentar perceber se a solução assumida pelo anterior executivo e já contratualizada era idónea ou não. Para isso tentámos contratar a equipa mais capaz de fazer um trabalho desta natureza, que é o Laboratório Nacional de Engenharia Civil (LNEC), para que pudesse analisar o projeto presente, sobretudo o projeto mecânico, mas também que pudesse inspecionar o espaço físico para que nos pudesse produzir um relatório técnico.
A verdade é que a equipa do LNEC, depois de ter desenvolvido trabalhos de validação, fez-nos chegar um relatório que tivemos já a oportunidade de apresentar numa reunião de Câmara e Assembleia Municipal. E esse relatório diz duas coisas que são absolutamente demolidoras e muito preocupantes: por um lado, diz que a solução mecânica que foi desenhada não resolveria o problema de condensação, na perspetiva deles teria de ter cinco vezes maior capacidade de renovação de ar; e, por outro, teria ainda de ser feita a impermeabilização do teto do próprio edifício. Mas, mesmo assim, estas soluções nunca seriam idóneas o suficiente para em determinados momentos ao longo do ano evitar a condensação porque não garantia que a humidade relativa dentro do edifício ficasse abaixo dos 70%. Posto isto, convidámos o LNEC a desenhar uma solução que pudesse resolver definitivamente este problema e que pudesse, articuladamente com a equipa de projetistas, desenhar uma solução para que possamos dentro de 12 a 14 meses ter o balneário em condições de poder ser usufruído, poder ser usado e poder ser conhecido pelos flavienses e também por muitos turistas que demandam este espaço e que não o podem conhecer porque nesta fase não está em condições de poder ser visitado, não só por questões de segurança, mas também por questões de reserva do potencial turístico.
Mas podemos levantar já um bocadinho o véu. Teremos ainda esta semana uma reunião com o LNEC em que provavelmente estará já em cima da mesa uma solução que passará necessariamente por tratar duas variáveis: uma é diminuir a humidade relativa do ar e, ao mesmo tempo, aumentar a temperatura do ambiente.

Recentemente fomos fustigados pelo mau tempo. Como avalia as respostas da autarquia e das instituições locais, como os bombeiros, a esta situação de catástrofe?

De quinta para sexta-feira fomos confrontados com uma tempestade singular, que num curto espaço de tempo afetou a área urbana cidade e uma parte significativa da Veiga provocando danos e constrangimentos relevantes. Numa primeira fase o serviço da Proteção Civil Municipal da Câmara Municipal, em articulação com os bombeiros do concelho e também dos concelhos vizinhos, procuraram rapidamente acorrer nas situações de maior emergência. E a verdade é que 15 a 20 minutos depois do temporal a cidade estava praticamente circulável. Eu próprio tive a oportunidade de observar isso, porque nesse mesmo dia circulei na cidade toda, e só havia de facto um pequeno troço que estava intransitável que era junto ao viaduto do Hospital. Temos de reconhecer um trabalho muito importante, laborioso e célere que foi feito pelos bombeiros. Podemos dizer que foi um bom teste à nossa capacidade de intervenção e globalmente podemos entender que foi um teste superado.

 

No aspeto da prevenção de catástrofes, foi aprovado recentemente um investimento de cerca de três milhões de euros para intervenções no rio Tâmega. O que se pretende fazer com concreto com esse investimento?

Quase de dez em dez anos, muitas vezes menos, têm havido fenómenos de inundações que têm criado graves prejuízos nas estruturas públicas das cidades, cirando também prejuízos relevantes nas culturas que se desenvolvem nas margens desses rios, neste caso concreto, do rio Tâmega, e também nas próprias estruturas ripícolas e nas margens dos próprios rios. Este projeto pretende diminuir as consequências negativas resultantes dessas cheias. E Chaves tem sido fustigada por algumas cheias, algumas delas com uma grande relevância que inundam não só grande parte da Veiga, mas também provocam grandes danos no edificado e nas infraestruturas, nas pontes, nas margens. Este projeto consiste, numa primeira fase, numa limpeza do rio, uma espécie de desassoreamento onde será levado a cabo o tratamento das margens do rio com soluções muito naturais que solidifiquem e garantam que as margens têm consistência de forma a não voltarmos a assistir a um desmoronar continuado das margens.
As chamadas lagoas do rio Tâmega serão também alvo de intervenção para que se possa ser criar condições para uma maior impermeabilidade em situações de excesso de pluviosidade resultando num excesso de caudal, constituindo-se assim na primeira fase de prevenção e proteção para a parte mais urbana de forma a que não sofra tanto com essa incidência por parte desse excesso de caudal.

O hospital de Chaves celebrou esta semana o seu 35º aniversário. Ainda que a questão da saúde a nível hospitalar não seja uma responsabilidade direta da autarquia, a verdade é que cabe aos atores locais a responsabilidade de lutar por melhores cuidados de saúde. Neste aspeto, qual tem sido o papel da autarquia?

Sempre que tenho a oportunidade de falar sobre o assunto gosto de falar da saúde numa visão mais integrada. Quando falamos da resposta do serviço da parte hospitalar, estamos sempre a pensar apenas na doença. Temos de valorizar cada vez mais o papel dos cuidados primários no sentido de que a população no seu todo possa ter práticas e atitudes cada vez mais saudáveis, quer de alimentação, quer de estilos de vida.
E se calhar temos um grande trabalho a fazer. Há muitas práticas saudáveis que devemos adotar. Mas, para além disso, não nos podemos esquecer que depois quando ficamos numa situação de doença queremos que a resposta seja uma resposta capaz. E por isso é que todos nós entendemos que é importante que no território do Alto Tâmega exista uma unidade de saúde, neste caso no âmbito hospitalar que tenha a capacidade de dar resposta às questões mais prementes e mais urgentes.
Se calhar a atenção que nós damos é maior relativamente à resposta que encontramos no serviço de urgência, e à resposta que encontramos no que diz respeito às várias consultas de especialidade no contexto do serviço de consulta externa. E neste domínio que provavelmente os cidadãos têm uma censura e uma crítica a fazer aos serviços que são prestados pela unidade hospitalar de Chaves.
É verdade que existem algumas especialidades médicas e cirúrgicas nas quais os tempos de resposta não são aqueles que nós desejaríamos. Naturalmente que estamos a procurar pressionar a tutela, neste caso o Ministério da Saúde, porque entendemos que a decisão maior compete a este mesmo Ministério. Se é certo que existe uma grande responsabilidade por parte do conselho de administração e da direção clínica do centro hospitalar porque são eles que fazem a gestão ordinária e quotidiana dos serviços do hospital, não nos podemos esquecer que quem de alguma forma define e financia estas unidades hospitalares, é o Ministério da Saúde. Nessa perspetiva já fizemos uma primeira reunião com o Ministro da Saúde no sentido de o sensibilizar e de o trazer para a necessidade de encontrar uma solução no que diz respeito a algumas respostas aqui da unidade hospitalar de Chaves. Estou, por exemplo, a pensar nas respostas de oftalmologia, de cardiologia, de urologia. Mas é também importante que houvesse uma capacidade cirúrgica maior neste hospital. E para isso o desafio que nós lançámos ao senhor ministro foi que criasse em Chaves um verdadeiro serviço de cirurgia de ambulatório, que pudesse responder com qualidade e em tempo útil a 70 ou 80% dos problemas cirúrgicos de menor relevância. Com a criação deste serviço em Chaves poderíamos responder a muitas das necessidades dos cidadãos que quotidianamente procuram o hospital.

Ao nível da educação, nomeadamente no ensino superior, tendo a região a Escola de Enfermagem, quais as perspetivas que existem sobre o ensino superior no concelho e na região do Alto Tâmega?

Esta é uma questão muito antiga que lhes é muito cara aos flavienses. Todos nós sabemos e conhecemos o processo de desinstalação do ensino superior neste concelho. Conhecemos a experiência que foi primeiro da Universidade Internacional, essa experiência gorada ainda assim com contributos positivos. Não nos podemos esquecer que há alguns quadros no concelho e nesta região que foram formados por esta universidade. Por outro lado, conhecemos bem aquilo que foram as vicissitudes da presença da UTAD neste território e a sua demissão e desresponsabilização por uma parte do território. A UTAD é hoje mais uma universidade de Vila Real do que uma universidade deste território. É certo que daquilo que foram as diligências já encetadas por mim, a UTAD não tem nenhuma visão, nenhum propósito, nenhuma vontade de ter uma ação relevante no território do Alto Tâmega. E, por isso, entendemos importante reforçar a presença que ainda temos de ensino superior. Não nos podemos esquecer que a Escola Superior de Enfermagem Dr. José Timóteo Montalvão Machado é quiçá a última instituição de ensino superior privada que está no interior de forma isolada. O seu maior desafio é inverter a tendência natural de perda de relevância e quiçá até de descontinuidade da sua atividade. Para isso desenvolvemos diligências e contactos no sentido de poder fazer a afirmação do ensino superior nesta região, e estou já em condições de afirmar que hoje de manhã foi aprovada pela Associação Promotora do Ensino de Enfermagem, a entidade é proprietária da Escola de Enfermagem, a cedência desta à Cruz Vermelha Portuguesa para que esta instituição possa integrar a Escola de Enfermagem na rede das Escolas Superiores de Saúde da Cruz Vermelha Portuguesa, agregando-a às duas escolas que já tem, para que possa fazer a sua afirmação e possa em colaboração com a Cruz Vermelha de Espanha levar a cabo a constituição de um projeto ibérico que torne a nossa escola numa escola superior de saúde de vocação ibérica.

 

Na passada quinta-feira, D. António Marto, atual bispo de Leiria-Fátima, e natural de Tronco, concelho de Chaves, foi nomeado cardeal. Este é um momento de orgulho para os flavienses?

Sim. Eu tive a oportunidade de dizer que de facto a circunstância de termos um flaviense, um cidadão nascido em Tronco e que fez a sua formação inicial na escola primária desta localidade, é sinal de que quando as pessoas querem, quando as pessoas sonham, quando, independentemente do local onde nascemos e das condições de contexto que temos é possível sempre fazer melhor e ser melhores. E D. António Marto é, na minha perspetiva uma evidência, um sinal maior desta capacidade de transformação e de superação que os transmontanos têm e que os flavienses, em particular, revelam sempre que são chamados a desafios maiores. E por isso é um orgulho, é uma honra para o concelho e para os flavienses ter um dos seus como cardeal da Igreja Católica. Mas eu gosto mais de olhar para esta dimensão na perspetiva de que nós somos capazes de nos superar e gostava que os cidadãos em geral e os flavienses, em particular, se pudessem identificar com este exemplo e pudessem também, individual e coletivamente, acreditar que de facto somos um povo com capacidades e com potencialidades para sermos maiores, melhores, que teremos certamente capacidade para transformar o nosso futuro e olhar para ele com esperança. Sempre que estivermos confrontados com algum pessimismo, devemos olhar para este exemplo e nele nos podermos inspirar para podermos ser maiores e melhores.

 

Qual a mensagem que deixa aos flavienses, no fim de semana em que se comemora o Dia da Cidade?

Queria dizer que os flavienses têm todas as condições e todas as razões para olharmos para o futuro com confiança, basta que efetivamente nos assumamos como comunidade e que possamos todos trabalhar em conjunto em prol de um objetivo comum. E este objetivo comum é o desenvolvimento deste concelho, da qualidade de vida e, sobretudo, o de termos cidadãos e cidadãs cada vez felizes e mais identificadas com o seu território, com a sua cidade e com o seu concelho.

 

Maura Teixeira

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