Na passada quinta-feira, dia 28 de junho, o Papa Francisco entregou as insígnias aos 14 clérigos que escolheu para se juntarem ao Colégio Cardinalício. Entre eles está D. António Marto, natural de Tronco, concelho de Chaves.

O bispo de Leiria-Fátima torna-se, assim, o primeiro bispo daquela diocese a receber este cargo, deixando Portugal com quatro cardeais vivos, dois dos quais ainda eleitores: o próprio D. António Marto e o Patriarca de Lisboa, D. Manuel Clemente.

A cerimónia na Basílica de São Pedro teve início com uma saudação em nome dos novos cardeais realizada pelo patriarca da Igreja Caldeia, Louis Sako, do Iraque, único responsável por uma igreja católica oriental a receber o barrete cardinalício neste consistório, e disse ao Papa que os novos cardeais têm noção que o facto de serem feitos cardeais não é uma honra pessoal, mas sim um apelo ao serviço.

Quando tomou a palavra, o Papa Francisco lembrou que, contrariamente à lógica do mundo, não são as honras pessoais que dignificam o homem, e um cristão nunca deve olhar para alguém de cima para baixo, exceto numa situação: “Nenhum de nós deve olhar os outros de cima para baixo. Só podemos olhar assim para uma pessoa quando a ajudamos a levantar-se”.

Como é tradição, e para simbolizar a ligação à igreja de Roma de que o Papa é bispo, D. António Marto recebeu a responsabilidade de uma igreja naquela cidade. Neste caso trata-se da igreja de Santa Maria Sopra Minerva, uma das mais bonitas de Roma, bem no centro histórico. O facto de D. António ser bispo da diocese que inclui o Santuário de Fátima já tinha levado a especulações de que a sua igreja teria uma ligação à devoção mariana, o que se veio a confirmar.

 

D. António participou na primeira missa no Vaticano enquanto cardeal

Depois de ter sido elevado pelo Papa Francisco no consistório de quinta-feira, o novo cardeal português participou, na sexta-feira, dia 29 de junho, pela primeira vez na celebração de uma missa com o Papa na Praça de São Pedro, no Vaticano.

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