Foi assinado, no passado dia 4 de maio, um protocolo para a criação do Conselho Estratégico para a Dinamização do Turismo de Base Termal em Chaves, do qual fazem parte mais de 30 entidades.

O auditório das Termas de Chaves foi o local escolhido para a sessão pública que juntou entidades das mais diversas áreas, desde a hotelaria, restauração, turismo, animação e eventos.
Na mesa para apresentação deste conselho estratégico estiveram presentes Fátima Correia Pinto, administradora executiva das Termas de Chaves, Nuno Vaz, presidente do Conselho de Administração da empresa municipal que gere este mesmo equipamento e presidente da Câmara Municipal de Chaves, Antonieta Barros, coordenadora da delegação de Chaves do Turismo do Porto e Norte de Portugal, Ramiro Gonçalves, primeiro secretário executivo da Comunidade Intermunicipal do Alto Tâmega, Victor Leal, presidente da Associação das Termas de Portugal, e Ester Gomes da Silva, vice-presidente da Comissão de Coordenação e Desenvolvimento Regional do Norte.
“Aquilo que todos ambicionamos é atrair cada vez mais pessoas a este território e dar ainda mais valor aos empresários que aqui desenvolvem a sua atividade”, começou por afirmar Nuno Vaz.
O concelho de Chaves tem como grande referência o termalismo. As águas termais de Chaves brotam a 76º célsius e são indicadas no tratamento de doenças músculoesqueléticas, reumáticas, digestivas e respiratórias. São também muito procuradas por quem pretende um estilo de vida saudável, com programas destinados a relaxamento, anti-stress, antitabágicos e para a obesidade. Esta é uma água bicarbonatada sódica quente, tornando-a única na Península Ibérica. “O que nós queremos é que, com este valor acrescentado que as Termas têm, todos os outros agentes, desde os hoteleiros, a restauração, os operadores turísticos, os animadores turísticos, enfim, a comunidade no seu todo, todos aqueles que fazem parte deste ecossistema que é este nosso concelho, possam verdadeiramente sentir-se representados, e que nos ajudem a melhorar aquilo que tem sido o trabalho desenvolvido nas Termas”, referiu o autarca flaviense.
De acordo com dados do Turismo do Porto e Norte de Portugal, durante o ano passado as termas motivaram 7% da procura global registada nas lojas de turismo, traduzindo-se numa subida de cinco pontos percentuais relativamente ao ano de 2016. De entre os visitantes que procuraram alojamento na região para poderem usufruir dos tratamentos termais, 34% eram espanhóis e 16% de nacionalidade francesa. O grande objetivo deste conselho estratégico é aumentar o número de turistas a visitar o concelho de Chaves, mas aumentar também o número de noites que estes permanecem. A média de permanência ronda 1,8 noites. O propósito será aumentar para duas a três noites. Desta forma, os parceiros que assinaram este protocolo pretendem criar um conjunto de estratégias para dinamizar o concelho e torná-lo ainda mais atrativo, contribuindo para que haja uma menor sazonalidade. “Se nós temos num território 140 mil dormidas por ano, mas sabemos que existe uma grande sazonalidade, temos de fazer com que haja menor sazonalidade para que o turismo em Chaves não seja mais concentrado apenas entre maio, junho e agosto”, e, para isso, é necessário “desenhar os programas não só de oferta de bens e serviços, mas também de promoção, para que nós possamos em outro período do ano atrair mais turistas ao território”, sublinhou o edil. Ainda durante a sua intervenção, Nuno Vaz fez referência à reposição das comparticipações nos tratamentos termais no Serviço Nacional de Saúde, vendo este facto como uma grande vantagem: “Esse é um sinal importante. É um sinal que é dado à população, um sinal que é dado à comunidade científica. Quer dizer que termas é igual a medicamento natural. Temos de procurar que também a comunidade científica, também a comunidade de saúde possa perceber a relevância que as termas têm no tratamento de uma série de patologias, e que muitas vezes tratados com água termal deixam de ter um conjunto de contraindicações que nós sabemos que os fármacos necessariamente têm”.
Fátima Correia Pinto mostrou-se muito otimista com a criação deste conselho estratégico e referiu o factor união que o carateriza: “Devemos estar todos conjugados, unindo esforços, e só falando uns com os outros, expondo as nossas dificuldades e as nossas ideias é que poderemos ter uma resposta mais abrangente para aqueles que procuram este território”.
Este conselho estratégico conta já com cerca de 30 entidades, no entanto, está aberto à participação de mais empresas. “Todos aqueles que se quiserem associar a esta iniciativa, que quiserem dar o seu contributo, que queiram fazer parte deste conselho Estratégico para a Dinamização do Turismo de Base Termal de Chaves só terão de fazer chegar essa intenção ao Município ou às Termas de Chaves”, explicou a administradora executiva das Termas de Chaves.

Termas de Chaves lançam produtos que contêm propriedades da água termal
Durante a sessão foram ainda apresentados publicamente os produtos da linha de dermocosmética ‘Termal Aquae’ que têm na sua composição a água termal de Chaves. “[Estas águas] têm uma composição única. Para além de serem bicarbonatadas sódicas, contém também sílica, que é um mineral altamente hidratante. O objetivo foi passar as potencialidades da água das termas de Chaves para estes produtos para que as pessoas possam usufruir deles em casa e, desta forma, poder espalhar também o nome de Chaves”, referiu Fátima Correia Pinto.
De momento, estes produtos poderão ser adquiridos nas Termas de Chaves ou através do site http://www.termasdechaves.com/dermocosmetica/, contudo, o objetivo, e como resultado também da criação deste conselho estratégico, é colocar brevemente estes produtos à venda noutros locais.
Este conselho estratégico tem já a sua primeira reunião agendada para o dia 24 de maio onde será definida uma estratégia para que todos os agentes envolvidos possam começar a trabalhar numa rede de parceria e não de concorrência.

Maura Teixeira

 

loading...
Share.

Deixe Comentário